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Um devaneio sobre jogos gratuitos e outras coisas

Os Dummies é que Sabem!

Os jogos gratuitos têm feito um longo caminho. Desde os Grinders do sudeste asiático, com modelos pay to win, aos freewares oferecidos por desenvolvedores independentes como teste de novos motores gráficos. Longe vão esses dias. Agora, facilmente verificamos que são os jogos free to play que reinam nas escolhas da maioria dos jogadores assíduos. Jogos como Fortnite e o recentemente lançado Apex Legends, dominam em todas as plataformas. Estamos a falar de milhões de utilizadores dedicados. Sobre este tema, vou utilizar o War Thunder como base porque estou viciado no jogo e também porque nem todos os bons jogos gratuitos podem ser MOBAS, Battle Royales, ou jogos de cartas (Blizzard a dormir nas consolas).

O meu interesse por War Thunder começou pelo facto de oferecer no mesmo jogo 3 modos muito distintos.  Estes modos são: combate aéreo, motorizado e aquático. Não tenho nada contra World of Tanks e companhia. Apenas me deixei seduzir pela abrangência de War Thunder.

O jogo permite-nos desbloquear e controlar veículos dos mais diversos tipos e garante certamente algo para todos os gostos. Acham os caças muito main stream? Joguem com bombardeiros. Os tanques são aborrecidos? Que tal um camião com uma anti aérea montada? Isto tudo, sempre sem tocar na tão afamada infantaria. É aqui que estes jogos ganham o seu mercado, não entrando no mercado de gigantes como Battlefield ou Call of Duty mas, mantendo o conceito e a temática.

Além de oferecer algo diferente, a Gaijin tenta a sua sorte num modelo de destruição bem complexo para um jogo gratuito. Aqui não nos regemos por uma barra de vida ou hit points. Querem mesmo mandar abaixo um avião? Então tentem destruir as asas, o motor, ou até mesmo acertar no piloto. Todos os veículos tem pontos fortes e pontos fracos tal como numa personagem de MOBA ou Hero. Tal como nesses jogos, conhecer o vosso veículo é  crucial.

Tudo isto aliado a um sistema económico equilibrado (até ver). Isto não é uma carta de amor, é sim um reconhecimento dos jogos gratuitos. Caminharam um longo percurso até se posicionarem onde estão hoje e por isso merecem uma saudação. A saúde destes jogos é crucial para garantir o futuro dos videojogos. Vejam o caso da EA, que tem lançado jogos que, têm sido um fiasco comercial. Entretanto lançam algo como Apex Legends e parece ser a única coisa a manter a editora à tona da água em 2019.

Vejam o caso da Epic, que com os milhões de Fortnite está a lançar a sua própria loja de jogos, levantando aquela que até agora parece ser a única concorrência séria ao Steam.  Mas mais importante do que isto, é que estes jogos não estão, finalmente, apenas ligados ao PC, como tradicionalmente estavam há uns anos. Agora podemos também usufruir dos mesmos nas nossas consolas. São também estes jogos que potenciam a aposta no cross-platform  e que provavelmente serão usados como uma base de testes de novas funcionalidades para o futuro.

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