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Review – Whipseey and the Lost Atlas – 8/10

Indie Reviews Xbox One

DATA DE LANÇAMENTO 28 de Agosto de 2019
ESTÚDIO
Daniel Ramirez
EDITORA Blowfish Studios
SINGLE-PLAYER  ✅
MULTIPLAYER ONLINE
MULTIPLAYER LOCAL
CO-OP ONLINE
CO-OP LOCAL

CATEGORIA Acção, Aventura, Indie, Plataformas
PREÇO 5.99$
PLATAFORMA ONDE FOI JOGADO Xbox One X
OPTIMIZAÇÕES PARA A XBOX ONE X
SITE OFICIAL

por Catarina Ferreira
CATpt93TAC

Mais um daqueles jogos cuja fofura nos engana imediatamente, Whipseey and the Lost Atlas é um jogo de plataformas inspirado nos jogos retro do género, onde o jovem Alex é transportado para Whipseeyland e se transforma em Whipseey (uma criatura rosa lembrando o Kirby) após ter descoberto um livro mágico. Neste título, teremos que utilizar o chicote para eliminar os inimigos, saltar e esvoaçar por um conjunto de áreas. Tudo para recuperar as orbs mágicas que o ajudarão a voltar para casa.

Parece simples, não é? Lembra um pouco o canalizador mais famoso do mundo, quer em estilo artístico, jogabilidade e até alguns dos inimigos, e se alguma vez me queixei do Super Mario, mal sabia eu que havia pequenos projectos capazes de me enervar. E isso é bem difícil de conseguir!

O nosso pequeno Kirby… perdão, Whipseey, aventura-se então por diferentes mundos a 2D, que não são feitos de forma propriamente linear. Cada plano tem uma porta de entrada e saída, acabando por funcionar como checkpoint. E cada um dos mundos tem bastantes planos. E porquê, perguntam-se vocês? Bom… O Whipseey começa com 5 vidas, cada uma delas com 5 barrinhas. Ou seja, se levares com dano 5 vezes, perdes uma vida. Ao perderes uma vida, começas no plano em que morreste. Ao perderes as vidas todas, acabou, tens que começar o mundo inteiro de novo! Para dar uma oportunidade de teres mais vidas acumuladas, a cada inimigo que matas tens 3 pequenas moedas ou 2 pequenas moedas e uma grande azul. Acumulando-as, a cada 100 moedas ficas com mais uma vida. O truque será dominar o mundo inteiro sem perder vidas para conseguir chegar ao boss e aí sim, tentar derrotá-lo sem perder as vidas todas e ter que começar do início!

Este elemento quase roguelike e as pouquíssimas vidas, irão dar dores de cabeça nos primeiros tempos. É preciso ter determinação, destreza, paciência e prática. Tal como a maioria dos jogos de plataformas e bosses nos jogos, é uma questão de timing e de padrões. O desafio até se aceita, embora com alguma dor no peito e irritação na alma. O pior é quando alguns erros são cometidos por coisas estúpidas que dificilmente podemos controlar a não ser aperfeiçoar a jogabilidade.

Em alguns pontos do jogo temos uma circunferência rosa no ar, a qual devemos acertar em cheio com o chicote e balançar para o outro lado, evitando a queda para o infinito e perder uma vida inteira no processo. O problema é que a ponta do chicote tem que parar MESMO no centro da circunferência! Se passar meia dúzia de pixeis ao lado, caímos por pura estupidez. Esta margem de erro talvez seja um bocado dura de mais…

Depois, além das plataformas horizontais, temos algumas rampas. Em alguns pontos, torna-se claro que foi feito para deslizar e não para subir e descer, trazendo alguns inimigos com alguma velocidade, ou projectando-nos para fora com a mesma velocidade. Acaba por ser irritante em algumas partes estar a saltar e acabar por sofrer. Num ponto, por exemplo, a rampa é necessária para nos projectar para a porta, mas talvez fosse mais interessante que não servissem logo de escada rolante incontrolável e sim como uma rampa que pode ser utilizada para avançar rapidamente utilizando um comando para o Whipseey deslizar por aí fora, por exemplo.

No fim, não há muito mais a desenvolver por aqui. É um jogo com uma mecânica simples, inimigos tramados e bosses chatos. Mas qual o jogo de plataformas sem desafios? É uma pena não estar (ainda?) disponível na loja portuguesa, pois tem um preço acessível. E os Achievements também poderão incitar os mais masoquistas.

RESUMO

Prós
• Visuais coloridos e uma pixelart engraçada
• Mecânica simples
• Preço bastante acessível

Contras
• Podia ter pelo menos mais uma característica única
• Margem de erro demasiado grande em certos pontos
• Criador maquiavélico

Pontuação final: 8/10

A equipa do Xbox PT Dummies agradece à Stride PR e Blowfish Studios pelo envio do código do jogo para a realização desta review.

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Fundadora do projecto Xbox PT Dummies, Escritora, Reviewer e Designer

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