Review – The Mosaic – 7/10

onurbthenoob

DATA DE LANÇAMENTO 23 de Janeiro de 2020
ESTÚDIO
Krillbite Studio
EDITORA Raw Fury
SINGLE-PLAYER  ✅
MULTIPLAYER ONLINE
MULTIPLAYER LOCAL
CO-OP ONLINE 
CO-OP LOCAL

CATEGORIA Acção e Aventura
PREÇO 19,99€
PLATAFORMA ONDE FOI JOGADO Xbox One
OPTIMIZAÇÕES PARA A XBOX ONE X HDR10, 4K Ultra HD, Xbox One X Enhanced
SITE OFICIAL

por Onurb the Noob
onurb17

Quando estava a receber a lista dos ID@Xbox  chamou-me à atenção o The Mosaic. Não conhecia o jogo, não conhecia o estúdio, não conhecia a temática, mas lembrou-me o meu MP4, um Creative Zen Mozaic. Andava eu, um teenager a ouvir o seu rock emo, ignorando o mundo e apoiando-me naquele MP4 que era, sem dúvida, uma enorme companhia e a minha bolha de l.casei imunitass.

Por sorte, vim a perceber que esta escolha nostálgica trouxe até mim um jogo que mais parece um filme interactivo com uma mensagem forte e intensa. Um soco no estômago e uma wake up call para a nossa sociedade.

Num mês de Oscars, The Mosaic fez-me lembrar, de imediato, filmes como Her, The Machinist ou Fight Club. A história representa o quotidiano sedentário, repetitivo e depressivo de um típico funcionário de uma multinacional. O jogo ainda aborda a sobre-população, poluição, o vício nas tecnologias e a falta de interacção humana. É a mesma dor de cotovelo que sentimos quando percebemos que a Greta Thunberg, ainda que pareça um pouco irritante, é uma jovem com mais princípios e responsabilidades que a maioria dos adultos.

A Raw Fury, distribuidora que tem no seu catálogo jogos como Bad North ou Dandara, parece que atirou para o ar o seguinte: “e que tal arranjarmos um filme para passar uma mensagem que a sociedade teima em pôr na beira do prato? Mas vamos chamar de jogo porque o jogador vai carregar nuns botões.”. A Krillbite Studio respondeu “Sim, temos umas cenas!”. E puff, fez-se o The Mosaic.

A jogabilidade e toda a linha de raciocínio e de trabalho deste título é muito simples. Ao longo do jogo vamos repetindo o nosso quotidiano, acrescentando sempre mais um ponto ao conto. Acordar, ir ao telemóvel, escovar os dentes (há uma grande sensibilização à higiene oral, a partir do momento que entramos no WC quando acordamos, não podemos sair enquanto não escovarmos os dentes. A Colgate perdeu uma boa oportunidade para patrocinar…), sair para mais um dia do trabalho, acontece algo novo pelo meio, continuamos a ir ao telemóvel porque a personagem é lenta e assim vamos distraídos, chegamos ao trabalho, cumprimos com o objectivo do dia e voltamos a repetir tudo de novo até chegarmos ao fim do jogo.

Mesmo sabendo que o jogo tem uma duração de três ou quatro horas (prolonga um pouco se viciarem no Blipblop) e quer, de forma propositada, passar a ideia da repetição de tarefas, abordando as temáticas já referidas etc e tal, acabei por achar o jogo repetitivo, linear e que a Krillbite Studio podia ter chegado ao mesmo objectivo apostando na variedade dos controlos, nos puzzles ou aumentando as consequências ou benefícios das nossas atitudes.

The Mosaic é bastante bonito e bem conseguido no que toca ao seu visual. Aposta num grafismo simples, debruçando-se pelos tons mais melancólicos e investindo imenso na brincadeira com os efeitos de luz e das cores nos momentos chave do dia. Assistir ao contraste de uma borboleta de cor amarela, cheia de brilhos e pozinhos de perlimpimpim, enquanto voa e tenta fugir de uma cidade mecânica, fria, melancólica e muito cinzenta é soberbo, ainda que possa ser triste.

É neste gingar de efeitos e cores que o jogo acompanha, visualmente, a intensidade e qualidade da sua história e da mensagem a transmitir. Por outro lado, achei que um jogo de toque tão simples não devia ter tantos breaks, qualquer movimento mais brusco ou qualquer mudança de plano ou divisão é acompanhado de uma magistral encravadela.

Durante o desenrolar da história, vamos entendendo que, tal como as cores, os sons, e a música mais em específico, têm, ou deviam ter, um papel fundamental para a história. Contudo, o impacto e a presença dos mesmos passam quase despercebidos, o que é uma pena.

Em suma, este indie realça muito bem os seus pontos fortes e tem boas desculpas para os seus pontos mais fracos. The Mosaic tem uma excelente narrativa, acompanhada de um grafismo bonito, uma jogabilidade satisfatória e o uso do telemóvel em jogo bastante viciante. Por outro lado, é um jogo curto, com uma sonoplastia aquém e acaba por ser um pouco repetitivo. Para finalizar, ligo o meu MP4, seleciono Daft Punk e canto:

“Charge it, point it, zoom it, press it
Snap it, work it, quick – erase it
Write it, cut it, paste it, save it
Load it, check it, quick – rewrite it
Technologic”

RESUMO

Prós
• Diversão
• Grafismo retro muito bem conseguido
• Customização da protagonista

Contras
• Sonoplastia
• Combates repetitivos

Pontuação final: 7/10

A equipa do Xbox PT Dummies agradece à ID@Xbox e Raw Fury pelo envio do código do jogo para a realização desta review.

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