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Review – The Division 2 – 10/10

Reviews Ubisoft Xbox One Xbox One X

DATA DE LANÇAMENTO 15 de Março de 2019 
ESTÚDIO
Massive Entertainment
EDITORA Ubisoft
SINGLE-PLAYER  ✅
MULTIPLAYER ONLINE
MULTIPLAYER LOCAL 
CO-OP ONLINE
CO-OP LOCAL

DLC ✅

CATEGORIA Ação, Aventura, Looter Shooter, MMO, Mundo-Aberto, RPG, TPS
PREÇO 69,99€, 99,99€, 119,99€
PLATAFORMA ONDE FOI JOGADO Xbox One X
OPTIMIZAÇÕES PARA A XBOX ONE X 4K Ultra HD, HDR 10, Xbox One X Enhanced
SITE OFICIAL

por Hugo Urbano
Kaizord

The Division 2 – Como uma sequela deve ser, a saga de “O Xerife” Kaizord.

Após o sucesso da primeira instalação da série, The Division 2 teria que provar que é muito mais do que uma nova localização, novas armas e uma história nova. Suportado pelo motor de jogo Snowdrop e desenvolvido pela Massive Entertainment, arrisco-me a dizer que The Division 2 é um dos looter shooters mais completos no mercado e um título obrigatório para os fãs da série e de jogos multiplayer. Vem comigo para Washington DC e vê a minha análise a este fantástico título da Ubisoft.

(É assim que começamos a nossa aventura por DC, logo com o sistema de iluminação fantástico do motor Snowdrop)

Após criarmos a nossa personagem ao nosso gosto, com diversas escolhas de roupas e acessórios, somos deslocados para Washington DC, sem sabermos muito bem porque uma senhora agente insiste em ficar a derrotar os vilões e nós temos que ir para a Casa Branca ajudar aquela malta, visto que depois da epidemia libertada por todo os EUA na Black Friday, serviços básicos como hospitais, Internet, comunicações e ordem social estão no charco e cabe a nós, agentes da Strategic Homeland Division (SHD), repor a ordem, ajudar os habitantes e eliminar a constante ameaça das diversas facções à nossa existência. O tom maduro em The Division 2 adiciona muita tensão à história e significância ao nosso herói e às suas acções em uma e quaisquer actividades presentes no jogo. Se facções divergentes são cada vez mais presentes e cada uma com os seus ideais, justificados ou não, encontrei-me numa posição em que nunca consegui bem me distinguir do bem, do mal ou neutro. Ao fim ao cabo, sou a última linha de defesa da nossa sociedade, por isso matar tudo que me ordenam parece ok certo? Bem, se apenas tivesse seguido a história principal certamente teria-me sentido assim, no entanto, através de várias mensagens áudio (que vamos encontrando pelo caminho), recriações ECHO e missões secundárias, conseguimos perceber que a missão do agente é muito mais que seguir a agenda do governo e colocar tudo em ordem. Trata-se de um mundo a precisar de união na hora do caos e salvar o máximo de vidas possíveis e que realmente os maus, são mesmo maus.

Apesar deste tom e personagens importantes, acredito que o jogo poderia passar mais tempo a apresentar personagens importantes, que têm impacto suposto na história mas, devido ao pacing rápido das missões e como as mesmas são estruturadas, é possível que certos momentos pareçam menos importantes do que realmente foram. Ao invés de termos a evolução da história das personagens, em The Division 2 acontece tudo com build-ups intensos de ação para depois acabarem em consequências abruptas. Com isto não quer dizer que a história não está bem trabalhada ou sem brilho, permite é ao jogador vestir “mais” a sua pele de personagem. Como nos referem bem no início do jogo: “There’s a new sheriff in town” e é precisamente essa sensação de poder (e evolução constante da NOSSA personagem) que torna, para mim, The Division 2 um jogo ímpar comparando com outros jogos do género, no que toca a progressão de personagem. O nível de progressão desde que chegamos à belíssima Washington DC até às missões mais finais da história principal é muito bem executado. Existe uma sensação notória que com cada missão, cada arma nova ou equipamento e cada atividade completada que estamos a ter um impacto real naquela cidade e que os seus habitantes não sabem a sorte que têm de ter um “agentezinho” todo forte só para eles. Ah! Estamos também responsáveis por repopular a casa branca com “officers” que não passam nada mais nada menos do que features, como crafting, barbearia, menu da Dark Zone, entre outros. Será que o presidente vai ficar contente com as novas aquisições?

E é este foco no mundo e não na sua narrativa que tornam The Division 2 único e agradável de se jogar horas e horas a fio. Explorar o incrível mundo aberto, entrar numa safehouse e partir para a próxima missão é homogéneo, apesar de serem eventos instanciados, The Division 2 consegue criar a sensação que está tudo a acontecer em tempo real. Algo já presente no The Division 1, mas é impossível não referir que este é sem dúvida um dos pontos mais fortes da segunda instalação. O simples facto de me deslocar de um sítio para o outro é um dos aspectos mais gratificantes do jogo, pelo caminho há sempre a possibilidade de me deparar com uma patrulha inimiga, uma actividade opcional, ou simplesmente visitar novos espaços da cidade que geralmente incluem coleccionáveis, ou recursos como comida, água e componentes que geralmente usamos para ajudar os pequenos pontos de controlo que vamos conquistando aos inimigos ou para doarmos às bases secundárias. Principalmente no início do jogo, concluirmos estas aventuras secundárias chamadas “Projects” é um dos motivadores mais fortes para desviarmos a nossa mão …err… armas, para outro sítio além das missões principais e secundárias. Além da recompensa de experiência e itens, os nossos esforços adicionam infraestruturas às bases que outrora estavam despromovidas de recursos e esperança. Um pequeno exemplo que me lembro, é numa das bases depois de concluirmos um projecto e avançarmos na história, os líderes decidiram criar um pequeno canto com videojogos para as crianças, e não só, se puderem divertir e distrair do caos que reina no exterior. Achei um toque bonito e interessante, porque me lembrou do amor que tenho por videojogos e a sua importância, pelo menos na minha vida, de ser um escape a outros problemas e situações. Porra, um Xerife não chora! Continuemos com a review!

(Kaizord… mais conhecido como “O Xerife” em Washington DC. As cutscenes estão fantásticas e adicionam tensão e imersão a The Division 2)

No entanto, nem tudo “são rosas” em Washington DC, e apesar de sermos a última linha de defesa da sociedade, as facções divergentes da nossa são mortíferas e oferecem bastantes desafios aos jogadores. Cada uma com a sua identidade específica, desde os mais desorganizados e caóticos Hyena, aos organizados True Sons, aos sobreviventes Outcasts e aos misteriosos e poderosos (mesmo poderosos) Black Tusk. Cada uma destas facções apresenta as suas próprias unidades, armas e equipamentos, e além dos seus motivos secretos, ou não, para quererem o colapso da sociedade e de Washington DC. Todos estes indivíduos apresentam um comportamento diferente em batalha quando abordam o jogador, o que torna cada encontro único e ensina aos jogadores a adaptarem-se a cada combate e inimigo em vários momentos distintos do jogo… E para o fim do mesmo, quando lá chegarem… Os Black Tusk têm uma surpresa para vocês. Com isto, cada combate que realizei em The Division 2 não foi exactamente igual a outro, porque além dos inimigos se adaptarem ao ambiente e as suas filosofias de combate (malditos Hyenas que vêm a correr desalmados com cassetetes!), os jogadores têm também a cidade como seu aliado, e usarmos quase todos os objectos imóveis como escudo ou esconderijo tem muito que se lhe diga, oferecendo momentos únicos, e é sem dúvida um dos pontos mais importantes da jogabilidade de The Division 2, o sistema hide and cover.

Igualmente comum ao primeiro título, procurar objectos para nos abrigarmos é o principal ponto de jogabilidade na franquia The Division. Seja qual for o inimigo, qualquer um deles tem a capacidade de vos matar caso não estejam abrigados. Felizmente temos o melhor sistema de combate que já joguei com esta mecânica. É bastante simples e intuitivo irmos nos deslocando de esconderijo em esconderijo durante o combate, além de que em certos objectos podemos contorná-los rapidamente (só com o analógico) e com um duplo toque do botão A já estamos num sítio muito mais à frente e propício a flanquear o inimigo ou evitar que sejamos vítimas do mesmo. É notória a melhoria de jogabilidade em The Division 2 e com tantas armas para escolher e habilidades diferentes, existem infinitas opções para afinarem a vossa experiência de jogo com o vosso estilo.

Para agradar a gregos e a troianos, The Division 2 oferece um novo sistema de habilidades, com 8 distintas por onde escolher, cada uma destas habilidades oferece um estilo de jogo e abordagem diferente do que a outra, além disso, cada uma das habilidades principais tem depois modificações especificas que mudam completamente a jogabilidade das mesmas. Por exemplo, quando comecei a minha aventura, achei imensa piada ao Drone e então escolhi como a minha primeira habilidade, de seguida foram-me apresentadas várias opções do drone como atacar inimigos automaticamente, bloquear balas e o mais aliciante de todos o Fixer. Ora o Fixer é um drone que repara a nossa armadura e a dos aliados, que para mim, que gosto de entrar a matar e a jogar no limite, encaixou perfeitamente no meu estilo de jogo. Ora com isto claro que perdi poder ofensivo, mas para isso mesmo temos a segunda habilidade (caso assim desejem) e aí escolhi a Turret, que é perfeita para colocar num parapeito de qualquer objecto e vê-la a aniquilar aqueles inimigos mais chatos que a gente mira e dispara para eles e tal mas a bala não acerta, a Turret toma conta disso. Isto é um pequeníssimo exemplo do que é possível fazer com este novo sistema, a cerca de 50% da história já temos as habilidades todas desbloqueadas, por isso podemos experimentar tudo e ver o que mais se adequa ao nosso estilo e, no final do jogo, ainda desbloqueamos três especializações únicas, adicionando mais complexidade e poder à nossa personagem. Caso gostem de mais do que um estilo, The Division 2 mantém o sistema de loadouts que vos permite trocar de um set de equipamentos/habilidades para outro, instantaneamente. Claro que este sistema de habilidades é suportado pelos equipamentos e pelas imensas armas disponíveis em The Division 2, mas no geral todas as mudanças na vertente RPG do jogo foram revistas e, no meu parecer, encontram-se agora na sua melhor versão de sempre.

(A diversidade de habilidades e melhorias das mesmas é uma adição muito bem vinda a The Division 2, permitindo escolher vários estilo de jogos diferentes com a mesma personagem)

Como não poderia deixar de ser, não podemos ter um looter shooter sem loot e, claro, sem shooting. Antes de tocar nas armas e nos equipamentos, quero falar de o quão bom o loot em The Division 2 é. Praticamente existente como recompensa em qualquer atividade, baús, inimigos derrotados ou recompensas de missões, existe no geral uma oferta constante de novos equipamentos e armas enquanto vamos subindo a nossa personagem que deixa qualquer jogador satisfeito com o seu tempo investido no jogo. E lembram-se das habilidades que falei acima? Além da diversidade de escolha entre elas, peças de equipamentos com “Skill Power” e os respectivos mods para as habilidades adicionam mais uma camada de complexidade e de personalização à nossa personagem, com bónus como menos tempo de espera, mais dano crítico, entre outros. A partir daí basta escolherem a arma que mais se adequa ao vosso perfil e aí garanto que também me senti bem servido. Desde caçadeiras, a metralhadoras, snipers a à famosa AK-47, cada uma destas armas oferece ação brutal em qualquer combate em The Division 2, passando agora ao shooting, não há muito a dizer ou fazer, apenas tirar o chapéu à Massive Entertainment por ter melhorado todos os seus sistemas incluindo os de disparo, pessoalmente achei extremamente gratificante disparar em The Division 2, fosse com rajadas de 100 balas ou tiros isolados de sniper, a mistura do som com a velocidade dos encontros e a performance das armas e da respectivas miras é sem dúvida para mim, o novo “gold standard” de jogos de tiros na terceira pessoa.

(Por toda a cidade, existem centenas de colecionáveis para procurar, que contam histórias passadas e presentes que adicionam estrutura à história)

E a nível de conteúdo? Bem, temos para todos os gostos também. Além da história principal, todas as missões secundárias, pontos de controlo, procura de caches SDH Tech e eventos aleatórios opcionais já falados, temos alguns conteúdos extra desbloqueados a meio do jogo e outros direccionados para o final do jogo ou “end-game” (não o filme dos Avengers).

Primeiro temos a Dark Zone, um modo muito popular de PvPvE ambientado nas zonas ainda contaminadas de Washington DC. Se há um modo que define The Division é este! Numa mistura de sobrevivência como DayZ e Rust com a emoção e tensão dos battle royales. Ao invés de cairmos de pára-quedas nestas zonas, em The Division 2 temos que primeiro recrutar um officer para a nossa base de operações que nos guia em todo o processo de entrar, navegar e apanhar loot pela Dark Zone. Explica-nos também o progresso e que é um sítio realmente muito hostil onde não podemos confiar em ninguém, até outros agentes. Esta hostilidade nestas zonas está bem presente a nível de jogabilidade e visual. Mal entramos aqui, ficamos cientes do peso da epidemia que afectou os USA, sacos com mortos e centros de quarentena são uma constante presença e um lembrete para mim de que realmente estou a lutar para um mundo melhor. Apesar do cenário mais triste, é um dos modos de PvP mais tensos que já joguei e só por si oferece quase um novo jogo dentro de The Division 2, não fosse aqui o nosso progresso modificado por uma barra de experiência única à Dark Zone. Após excursões com sucesso e o consequente aumentar do nosso nível da Dark Zone, podemos deslocar-nos ao officer na nossa base de operações para desbloquear perks úteis a futuras excursões. Além das melhorias gerais nas novas Dark Zone, a normalização de equipamentos é muito bem vinda à sequela deste modo. Isto significa que da primeira vez que entrei na Dark Zone, ainda um “agentezinho“, consegui competir com os “agentezões” de nível máximo e os seus equipamentos, desta maneira, qualquer jogador consegue tirar uma experiência positiva das suas visitas às terras contaminadas de Washington DC.

Ainda dentro do PvP temos o modo Conflict, que junta agentes em combate mais tradicional de PvP como 4vs4. Apesar de ser um modo mais tradicional, tem a sua complexidade e permite mais uma oferta de The Division 2 para jogadores que queiram fugir dos outros modos. Disponível em dois modos: Domination e Skirmish, o primeiro requer que controlem pontos enquanto que o segundo é um modo estilo deathmatch. A nível de recompensas podemos esperar, claro, mais gear! A diferença é que aqui recebemos caches de equipamento consoante a nossa performance. Conflict, apesar de não ser tão falado/aclamado como a perigosa Dark Zone, oferece bastante competição e diversão para os jogadores, e com o seu fácil acesso de Quick Match, foi perfeito para ganhar umas peças de equipamento na pausa para almoço ou simplesmente mudar de ambiente!

No end-game após chegar ao nível máximo, o nosso foco passa agora de dois dígitos (o nível de personagem), para três dígitos (a qualidade das nossas armas e equipamentos) e após concluirmos a campanha principal as actividades disponíveis são ricas e numerosas, alimentando a sensação, mais uma vez, de progressão e mais poder. Strongholds e Invaded Missões já estão disponíveis e, no próximo dia 25 de Abril, o pináculo do end-game culmina com a primeira raid de The Division 2 intitulada “Dark Hours” (completamente gratuita para todos os jogadores)Estas missões são desafiantes e criam momentos de combate emocionantes mantendo a sensação de ramp-up da tensão e conflito da agência com as outras facções. Como se não bastasse, os eventos de mundo aberto tornam-se mais dinâmicos e as facções divergentes atacam mais vezes pelo domínio do território. O nosso envolvimento nestes eventos dinâmicos pode aumentar o perigo nuns e ainda recompensas noutros. Além disso, novos projectos (agora de tempo limitado) com metas mais difíceis também estão presentes e claro as suas recompensas em forma de equipamentos é muito maior. No fundo, temos ainda mais eventos e muitas mais opções de arranjar equipamentos e armas para nos prepararem para as missões mais difíceis e as longas Strongholds.

Mas do que seria um Xerife, sem os seus amigos Xerifes da pinta? Pois, o multiplayer! Outro momento em que The Division 2 brilha. Bem, em todas as actividades podemos pedir ajuda a amigos agentes, sim todas! Caso estejam perdidos a retomar um ponto de controlo ou a morrer demasiado numa área do mapa, podem simplesmente fazer “Call for Backup” e depois cabe a agentes amigos (jogadores claro) aceitar a vossa chamada e irem ajudar-vos! Tudo isto de uma maneira sem esforço, com loadings rápidos e sem quebra de performance/imersão. Além da chamada de ajuda, podem igualmente seleccionar qualquer missão no mapa ou objectivo e o jogo automaticamente começa a procurar salas (ou criar uma vossa) para vos juntar a outros agentes e continuam no mesmo mundo aberto quase sem parecer que este é instanciado. Têm ainda disponível a opção de se juntarem a uma missão aleatória com outros agentes ou “free explore” para poderem explorar com outros jogadores o fantástico mundo em aberto de The Division 2. No modo multiplayer não existe divisão (pun-intended) entre qualidade de serviço e imersão, apresenta-se sem esforço e é uma alegria para mim, que odeio estar em salas à espera para procurar outros jogadores. Em The Division 2 posso pôr-me na fila para procurar grupos de pessoas enquanto continuo na minha demanda para ser o Xerife mais impecável de todos os tempos! Nota máxima!

(Malta… Chegamos mais rápido ao boss se formos de carro espacial!!! Não? Ok… Era só uma ideia…)

Como não poderia deixar de ser, é impossível analisar The Division 2 sem tocar nos seus pontos técnicos e de performance. A última, a correr numa Xbox One X, não poderia ser mais satisfatória. Com poucos ou nenhuns “pop-ins” no ecrã, um field of view extenso e nenhuma quebra de FPS durante qualquer momento dos intensos combates, é reconfortante jogar um jogo que do início ao fim apresenta uma performance constante em qualquer tipo de actividade.

Graficamente, o jogo está irrepreensível, alimentado pelo motor Snowdrop, The Division 2 apresenta uns gráficos detalhados e muito vibrantes com o seu sistema de luz a ser a cereja no topo do bolo. Não consigo contar pelos dedos (das mãos e dos pés) os momentos que parei de jogar só para apreciar a beleza pós-apocalíptica da fantástica cidade de Washington DC. E confesso que passei mais tempo do que quero admitir no fantástico Photo Mode, também bastante completo para quem gosta de fotografia in-game. Infelizmente, cai aqui o único ponto negativo que tenho a apontar em The Division 2: a noite. Não é notório em todas as zonas do mapa, mas durante a noite existem alguns lugares que literalmente são escuros como o breu e o nosso agente, não possui nenhuma lanterna, apenas o laranja da sua mochila e relógio que, infelizmente, não chegam para iluminar a escuridão. É certo que não acontece em nenhuma das áreas principais onde se passa à acção, mas gostaria de ter explorado loot e coleccionáveis também durante a noite.

O user interface foi redesenhado e está extremamente polido, todos os menus são legíveis, fáceis de navegar e durante o gameplay o simples mostrador de vida, armadura, balas e habilidades é simples e não tira o foco ao melhor do jogo, a sua ação e combate. O que já era bom na primeira instalação, está muito melhor na segunda!

No capítulo do som, não há muito a dizer sobre The Division 2. A banda sonora é excelente e acrescenta tensão do início ao fim do jogo, enquanto nas zonas mais pacatas da cidade acrescenta tranquilidade e harmonia aos pequenos detalhes como animais, que vamos reparando pelo caminho. No entanto, não queria deixar passar o facto do design sonoro ser cinco estrelas! Os guias sonoros de passos, granadas a serem atiradas ou a cair, ou passos mais lentos (geralmente de inimigos com mais armadura) e ainda diferentes falas dos inimigos como: “I’m going to flank him!”, estes guias oferecem ao jogador um espírito de presença incrível e uma quantidade de informação arrebatadora que permitem um manuseamento mais ágil e com sucesso das nossas manobras tácticas.

(Os gráficos estão fantásticos em The Division 2, o user interface melhorado é simples e eficaz)

E por último, mas não menos importante, quero falar de personalização de personagem a nível de cosméticos, roupas, cabelos, etc. The Division 2 apresenta uma loja digital com premium currency onde a podemos gastar em cosméticos ou loot boxes que em nada afectam a performance do jogador no jogo principal, apenas a sua pinta (e que pinta!). Durante o jogo vamos recebendo vários tokens para abrirmos loot boxes e ainda premium currency (que podemos comprar com dinheiro real) para podermos, se quisermos, comprar directamente as peças de roupa ou emotes desejadas. O mais interessante para mim foi que durante a minha pesquisa por loot em Washington descobri que podemos também encontrar aleatoriamente peças de roupa para personalizarmos a nossa personagem. Além da roupa, podemos também aplicar pinturas às nossas armas e aos nossos equipamentos, que também podem ser encontradas durante as nossas aventuras.

Já conteúdo DLC pago, não estará presente no primeiro ano de The Division 2. Todas as atualizações de conteúdo serão completamente gratuitas, a começar já em 5 de Abril com a Stronghold Tidal Waves segurada pelos Black Tusk e dia 25 de Abril com a primeira raid Dark Hours, que permitirá aos jogadores enfrentar desafios em grupos de oito pessoas. Além disto, podemos esperar a partir do verão mais conteúdo gratuito como especializações novas, novos episódios de história e novos modos de jogo PvP e PvE. Esta promessa de The Division 2 alimenta já o enorme conteúdo do jogo e, no meu caso, alimenta as centenas de horas que vou depositar no jogo até o conteúdo novo chegar!

(Loja lojinha… Põe-me belo e fabuloso! Não posso combater o crime com esta camisa com estes sapatos. Credo.)

Concluindo, The Division 2 é o pináculo da evolução que a franquia merece. Extremamente polido e redesenhado nas áreas que assim precisavam, é um jogo que no que já era bom… agora é perfeito. Desde o design do user interface, ao mapa interactivo, à estrutura das missões, à jogabilidade sem soluços, aos detalhes e ao extenso conteúdo disponível, The Division 2 é simplesmente o melhor looter shooter moderno onde, além de se reinventar, consegue ainda criar uma experiência multiplayer sem esforços, gratificante e com muitas recompensas à mistura. Com atualizações gratuitas de conteúdo prometidas para todo o 2019, o futuro é risonho para o jogo e os seus jogadores. Com ainda muito potencial para ser explorado e para aproveitar o seu tom maduro criando uma história mais envolvente, não consigo deixar de voltar a The Division 2… E ficar a pensar: “Só mais um evento e vou dormir”, volta e meia, são 4 da manhã e continuo apaixonado pelo seu mundo. Recomendado.

RESUMO

Prós
• Gráficos vibrantes, detalhados e com um sistema de luz impressionante
• Mundo extremamente bem desenhado, rico e com muito para explorar 

• Variados inimigos, com comportamentos diferentes e habilidades, tornam os combates únicos e emocionantes

• Recompensas regulares, adequadas ao nível do jogador e da tarefa resultam num forte sentimento de progressão real de personagem
User interface fácil de navegar, simples e muito intuitiva
• Funções multiplayer bem integradas, acrescentam uma forte vertente de comunidade ao jogo
• Actualizações gratuitas, permitem que o jogo se mantenha vivo durante muito tempo
• Eventos dinâmicos acrescentam estratégia e tensão ao mundo rico de The Divison 2


Contras
• Algumas partes da cidade, durante a noite poderiam ser melhor iluminadas ou uma lanterna para os jogadores

Pontuação final: 10/10

The Division 2 deveria ser chamado “Como fazer uma sequela: 101” pois é o gold standard de como se deveria evoluir um jogo e torná-lo no seu máximo potencial. Com um mundo extremamente rico e dinâmico e jogabilidade extremamente polida com uns gráficos de chorar por mais, The Division 2 é um dos melhores jogos da sua geração e certamente um dos melhores de 2019.

A equipa do Xbox PT Dummies agradece à Ubisoft pelo envio do código do jogo para a realização desta review.

5/5 (2)

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