Review – Sparklite – 6.5/10

onurbthenoob

DATA DE LANÇAMENTO 14 de Novembro de 2019
ESTÚDIO
Red Blue Games
EDITORA Merge Games Ltd
SINGLE-PLAYER  ✅
MULTIPLAYER ONLINE
MULTIPLAYER LOCAL
CO-OP ONLINE 
CO-OP LOCAL

CATEGORIA Acção e Aventura
PREÇO 24,99€
PLATAFORMA ONDE FOI JOGADO Xbox One
OPTIMIZAÇÕES PARA A XBOX ONE X
SITE OFICIAL

por Onurb the Noob
onurb17

Há uma música brasileira que eu gosto de cantar para controlar os nervos enquanto morro que nem um parvo no shipment em Call of Duty, ela diz algo como “Vamos embora pro bar beber, cair, levantar. Beber cair levantar, beber cair levantar…”. Acreditem em mim, é mais relaxante cantar isto do que ir a uma aula de tai chi / yoga. É também verdade que não há no mundo melhor música que nos ajude a descrever Sparklite e os jogos dentro deste género. Este roguelike embebido num tema steampunk promete trazer aventura, muita diversão e “morrer, cair e levantar”.

A Red Blue Games lançou, em Novembro de 2019, Sparklite, um jogo que está sustentado numa história agradável, porém, bastante cliché. Um nível de cliché e saturação no mesmo patamar de expressões como: estamos no ano vintevinte, #goals e ler nas entrelinhas.

Ada, a protagonista da história, despenha o seu dirigível enquanto é atacada por criaturas misteriosas numa forte tempestade. A ganância do Barão de Geodia pela fonte natural de energia da região trouxe problemas climatéricos e animais transformados em bichos hostis, devido à forte exploração e mineralização das Sparklites. Ada deve, desta forma, lutar contra os minions do Barão e encerrar as suas minas, trazendo a paz e estabilidade a Geodia. Sim, há possibilidade da Greta Thunberg ter opinado no guião.

Visualmente, o jogo apresenta-se num visual retro, lembrando jogos como Moonligher, Stardew Valley e Legend of Zelda. As texturas e cores são variadas e vivas, criando cenários divertidos e, mesmo num registo pixealizado, bastante definidos e perceptíveis. Durante a exploração numas das milhentas tentativas para ter sucesso, é possível contemplar, no mesmo mapa, toda a diversidade que este apresenta. Andar pelas florestas com árvores, plantas, poças de águas e fendas dos terramotos, como, de seguida, entrar numa mina em tons vermelhos e, logo a seguir, descer a uma gruta escura com apenas a luz de uma tocha.

O que mais me agrada em Sparklite é a forma como o jogo está pensado e estruturado. O facto de morrermos vezes sem conta é recompensado com a constante alteração dos mapas, evitando a monotonia e repetição e aumentando a longevidade do jogo, a possibilidade de adquirirmos esquemas para armas especiais, acumularmos Sparklites para evoluirmos a cidade aérea criada pelo povo de Geodia e investirmos em novos patches para a personagem. Este último ponto é a mecânica que eu penso funcionar melhor e a que eu mais gosto. Podemos customizar Ada ao nosso gosto, usando e preenchendo, com várias combinações, um quadro com 9 espaços para adicionarmos os patches que vamos adquirindo. Fez-me lembrar a forma como geríamos e evoluímos Geralt em The Witcher 3.

A adição do Co-Op local é bem vinda, porém, um pouco restrita. O segundo jogador utiliza e controla o robot de Ada, implicando que só possa entrar em cena assim que Ada resgatar o seu compincha. Quem for o segundo jogador, tem uma relevância menor, principalmente nos combates, pois a utilização do robot, é muito mais limitada. Basicamente é sentir na pele o que a Mónica Sintra sentiu com o “Afinal havia outra”.

O combate é simples, um pouco (vá, muito) repetitivo, mas funciona bem. Há a possibilidade de fugirmos e esquivarmos dos ataques, usar a nossa chave inglesa como ataque base (a minha cultura na bricolage é tão grande, que andei a pesquisar listas de ferramentas para saber o nome dela), usar poderes recolhidos durante a exploração e usar as armas criadas pelos esquemas para ajudar a solucionar puzzles. É um ponto a favor e, de certa forma, um “quebrar o gelo”, o jogo implementar a resolução de puzzles para intercalarmos algo entre o fugir e atacar para progredir nos mapas.

A banda sonora é monótona, repetitiva e passamos bem sem ela. Penso que não acompanha a diversão e alegria do jogo. É aconselhável ligar o spotify na banda sonora do Senhor dos Anéis. Dá mais ânimo.

Em suma, Sparklite é um jogo bastante divertido que cumpre as expectativas e com uma longevidade acima da média. Peca na simplicidade da história, no combate repetitivo e com uma banda sonora que é abafada pelas vezes que o jogador cantar “Vamos embora pro bar beber, cair, levantar. Beber cair levantar, beber cair levantar…”.

RESUMO

Prós
• Diversão
• Grafismo retro muito bem conseguido
• Customização da protagonista

Contras
• Sonoplastia
• Combates repetitivos

 

Pontuação final: 6.5/10

A equipa do Xbox PT Dummies agradece à Evolve PR e Merge Games pelo envio do código do jogo para a realização desta review.

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