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Review – Resident Evil 2 – 9.1/10

Reviews Xbox One Xbox One X

DATA DE LANÇAMENTO 25 de Janeiro de 2019 
ESTÚDIO
CAPCOM
EDITORA CAPCOM
SINGLE-PLAYER ✅
MULTIPLAYER ❌

CO-OP ONLINE ❌
CO-OP LOCAL ❌

DLC ✅
CATEGORIA Acção, Aventura, Horror, Puzzle, Shooter, Sobrevivência, Zombies
PREÇO 59,99€ | 69,99€
PLATAFORMA ONDE FOI JOGADO Xbox One X
OPTIMIZAÇÕES PARA A XBOX ONE X 4K, HDR10, Xbox One X Enhanced
SITE OFICIAL

por Tiago Ruão
IOverdoneCrownI

Resident Evil 2, lançado originalmente em 1998, é um dos jogos mais icónicos de sempre. Há pouco mais de 20 anos de diferença entre o clássico e o tão esperado remake que chegou este ano. E promete ser mais intenso do que nunca. O novo RE Engine da Capcom, as novas áreas, puzzles e missões irão impressionar-te e criar surpresas horripilantes.

As diferenças entre os dois jogos são imensas, e isso vai-se notar ao longo do jogo. A câmara está em terceira pessoa, como por exemplo no Resident Evil 4 ou 5, não há pausas longas entre a abertura de portas nem mudança de cenário ou ângulo de câmara quando circulamos pelas áreas. O movimento é sempre fluído acompanhando os personagens.

É preciso também lembrar que de 1998 para 2019 o grafismo mudou imenso, portanto contem com muitas imagens violentas, criaturas nojentas e que tudo irá ajudar a que fiquem com o coração sempre em estado de alerta.

Na versão de 2019, podes jogar na pele do tão conhecido Leon Kennedy ou da Claire Redfield. Tanto um como outro irão tentar descobrir o que originou o surto que transformou a população de Raccon City em zombies. Em qualquer uma delas haverá momentos em que jogas na pele de outros personagens, cada uma com uma história para contar, e que dão continuidade à narrativa. Podes contar com inimigos como os zombie Dogs, Liker, Tyrant, G-Type, etc. São inimigos bem marcantes e bem assustadores!

Se escolheres jogar na pele de Leon, a campanha será a mais extensa, passando pela esquadra da policia, esgotos e o laboratório. Cada uma destas áreas estão repletas de inimigos e puzzles para resolver para se poder ir em frente. O mais difícil na campanha de Leon será escapar da esquadra da polícia pois tens muitos puzzles e inimigos para derrotar. Terás de barricar janelas, poupar itens de vida e até mesmo munição, pois os recursos são escassos.

Na pele de Claire Redfield, as coisas mudam de figura, pois o modo história dela é bem diferente de Leon se for jogada na segunda volta, ou seja, depois de acabar o jogo uma primeira vez. Apesar de ter os mesmos inimigos e zonas de bosses, terás de passar pela esquadra de policia, o que será mais rápido mas também mais difícil, pois esta é a campanha mais difícil, porque tens de passar logo por todos os inimigos para poderes escapar da esquadra.

Os modos histórias interligam-se, pois Leon deixa recados para a Claire e a vida dela é um pouco facilitada nesse aspecto. Leon e Claire não serão os únicos personagens. Haverá encontros intensos e outras histórias para contar, como Ada, que se junta a Leon para desvendar o mistério, e Sally, uma menina que terás que tentar salvar. Terás uma zona nova, o Orfanato, e é lá que Sally se encontra. A campanha de Claire é mais curta, mas com mais encontros com inimigos e terás armas diferentes de Leon como por exemplo a tão conhecida GM 79 e MQ 11. Também na história da Claire, iremos poder conhecer um pouco mais Anitta, uma cientista importante da Umbrella.

Não pensem que têm a vida facilitada! Terão de passar pelos esgotos, onde irão encontrar lá inimigos bem difíceis e, consequentemente, pelo laboratório que, para mim, tem os inimigos mais horripilantes de todos!

Mas o jogo tem algo que facilita muito os novos jogadores. O mapa é uma grande ajuda. Se passares por alguma zona e não reparares em algum item, não te preocupes, pois basta ires ao menu e ao mapa que ele te diz se perdeste algo ou não. O mapa é transparente nos locais que ainda não visitaste, vermelho se ainda não resolveste algo lá ou se tem itens que não apanhaste, e azul quando essa zona está completa, ou seja, quer dizer que está tudo feito e não escapou nada. Se passares por portas que não consegues abrir, fica no mapa registado como vermelho, indicando que a porta está trancada, e com símbolo da correspondente chave se for o caso.

Ou seja, em alguns pontos o jogo é mais fácil na versão remake. Isso aplica-se também nos itens com chaves, por exemplo. As chaves e outros itens que encontras têm uma certa utilidade e o jogo avisa-te se já fizeste tudo com eles. Aparece um visto a vermelho nesse item. Aparece no mapa também o teu ponto de descanso, isto é, onde podes gravar, e os objectivos.

Aqui, nas salas onde podes depositar coisas no baú e gravar, existe outra diferença. Neste jogo não existe o item para se gravar. Pois é, no jogo original precisavas de ink (tinta), para poderes gravar, e era um item raro de achar também. Por isso terias de ter calma e não usar logo a tinta toda. Além disso, na versão de 1998 nada ficava registado no mapa. O mapa era só isso mesmo, servia para te orientar, nada mais.

No jogo original, tinhas também a tão aclamada faca que fazia com que não gastasses tanta munição. O combo utilizado consistia em disparar na cabeça dos zombies ou nos joelhos até que eles caíssem e depois com a faca esfaqueavas os zombies. Aqui também o podes fazer, mas a faca parte-se, ou seja não é indestrutível como antes.

Itens como a faca, granadas e granadas de flash tem um propósito diferente. Servem para te defenderes se fores atacado/a de frente. No caso da faca, espetas a faca no peito e consegues anular o ataque do inimigo. Se a faca não tiver se partido no processo, basta eliminares o zombie e recupera-la de novo.

Depois de completares o jogo poderás começar de novo o jogo na segunda volta, com os fatos antigos ou os recentes.

O grafismo é muito bom e tem grandes detalhes, como por exemplo quando és mordido/a fica na zona o sangue e as marcas dos dentes, ou quando cais e a tua personagem fica toda suja com pó etc, ou quando estás à chuva e consegues ver o brilho da pele da personagem devido à humidade.O som é simplesmente magnífico, consegues perceber muito bem os sons e distinguir se os inimigos estão atrás de ti, em cima ou por baixo, e em que tipo de piso estão a andar.

Apesar destas ajudas todas, o jogo tem a mesma magia e consegue ser um dos melhores Resident Evil de sempre.

RESUMO

Prós
• Um grafismo fenomenal.
• Um som cativante e até te deixa bem ansioso/a. 
• Fatos alternativos. 
• Apesar de ser um Remake e ter a magia e a essência do RE2 que saiu em 1998, este parece um jogo novo.
• Histórias envolventes como a de Leon e Claire.
• Corre de forma bastante fluída.

Contras
• O jogo está mais fácil, pois o mapa revela muita coisa. 
• O anti-aliasing está um pouco estranho. 
• Não terem tirado o partido máximo da Xbox One X.

Pontuação final: 9.1/10

Aqui a Capcom mostra como é um Resident Evil na sua pura essência.

A equipa do Xbox PT Dummies agradece à Capcom e Ecoplay pelo envio do código do jogo para a realização desta review.

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