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Review – Rad Rodgers – 7/10

Indie PC Reviews Xbox One

DATA DE LANÇAMENTO 21 de Fevereiro de 2018
ESTÚDIO Slipgate Studios
EDITORA THQ Nordic e 3D Realms
SINGLE-PLAYER 
MULTIPLAYER ❌

CO-OP ONLINE ❌
CO-OP LOCAL ❌

DLC 
CATEGORIA Acção, Aventura, Indie, Plataforma, Shooter
PREÇO 19,99€
PLATAFORMA ONDE FOI JOGADO Xbox One
OPTIMIZAÇÕES PARA A XBOX ONE X 
SITE OFICIAL

por Catarina Ferreira
CATpt93TAC

Quando vi Rad Rodgers pela primeira vez, fiquei entusiasmada pela menção de Jazz Jackrabbit como um dos jogos de inspiração deste título, dado que, em conjunto com Monster Bash e outros jogos de plataformas que provavelmente não me lembro mas joguei, fez parte da minha infância nos anos 90. Aliás, o objectivo do jogo é mesmo relembrar os jogos de plataformas a última década do século XX.

Infelizmente, as minhas expectativas (que penso que não fossem nada de especial) estavam mais altas do que aquilo que vi no final. Sou fã deste tipo de jogos e já joguei bastantes, pelo que, no geral, gosto de todas as experiências que envolvam andar a saltar de plataformas, a eliminar inimigos ou cronometrar a melhor altura para passar por um obstáculo, mas Rad Rodgers não me convenceu.

No jogo estás na pele de Rad, um jovem rapaz rebelde que passa demasiado tempo em videojogos. Após mais uma longa noite de jogo, o rapaz acorda e encontra a sua velha consola que se ligou sozinha. De repente surge um vortex que suga Rad para a TV, onde ele se encontra como protagonista de um videojogo. Para o ajudar temos a sua consola Dusty. Verifiquei as outras mencionadas inspirações deste jogo e é nisto que me parece haver uma semelhança com Ruff ‘n’ Tumble.

No início do jogo, terás que ter em conta algumas opções. A primeira é a dificuldade. Andei a jogar em Normal e, devido a alguns defeitos do próprio jogo, uma simples jogada em Normal pode tornar-se uma dor de cabeça ao fim de alguns níveis. Os inimigos matam-se, as coisas fazem-se, mas perde-se vida que é uma coisa maluca. A dificuldade mais fácil ao menos dá-te vidas infinitas. Depois temos a violência, que é transmitida por um splash de sangue vermelho a sair dos inimigos ou por um mais roxo. Parece gozo, mas é verdade. Aliás, a paródia é das palavras chave deste jogo. Depois temos também o conteúdo verbal que pode ser desapropriado para os mais susceptíveis e/ou crianças. Estas últimas partes realmente parecem fazer alusão aos últimos títulos de Conker.

Basicamente, o jogo é jogável tanto por adultos como crianças, independentemente da sua idade, convém é estarem atentos para desligar (ou não) certas funcionalidades.

A jogabilidade é bastante simples. Anda-se e salta-se com a ajuda dos braços fortes do Dusty que se colou às costas de Rad. Há itens para apanhar, inimigos para matar com uma arma lenta que possuís, vidas para apanhar e até áreas secretas. A arma torna-se melhor e mais divertida quando apanhas alguns extras no curso de cada nível que te alteram a forma como ela funciona, tornando-a excessivamente mais rápida (que delícia!), enviando feixes de luz gigantes ou até lançar granadas.

O jogo tem um conceito engraçado em algumas partes onde se vê que faltam peças. O Dusty, com a sua personalidade forte, comenta na primeira vez a dizer que os developers são preguiçosos e o jogo envia o teu amigo para uma outra dimensão onde terá que enfrentar obstáculos, defender-se de inimigos, encontrar as peças em falta e esmurrá-las para o seu sítio. Nesta dimensão tens uma barra azul que terá que se manter cheia para não perderes corações de vida do Rad. Não basta evitares obstáculos. As próprias paredes do mapa de cada fase destas tiram-te vida e isso pode ser muito frustrante em corredores apertados.

Por vezes aparecem também algumas portas que te levam a cabanas onde encontras seres estranhos que te oferecem corações ou mais itens. Estes seres são aqueles que podem ser capazes de fazer comentários inapropriados como dizer que devias ter batido à porta porque estavam a… ahem… massajar-se gentilmente.

Para completares a maioria dos níveis terás que reunir 4 peças perdidas de um só objecto que irá abrir a porta no fim. Poderás re-visitar cada nível com o objectivo de o completar a 100%, matando todos os inimigos ou encontrar as áreas secretas que, para mim, são uma clara referência a Jazz Jackrabbit. Há outros níveis que passam por uma luta contra o tempo, onde o jogo deixa de ser na horizontal e passa a ser vertical, enquanto saltas infinitamente com um pogo stick. Ao menos não é necessário conseguir chegar ao fim, porque é mesmo difícil conseguir ter precisão nos saltos.

Outro detalhe engraçado é o Photo Mode. Podes por vezes usá-lo para tentar ver como chegar a algum sítio, mas a parte engraçada é quando giras a câmara e vês um mundo completamente imperfeito.

Parece ser tudo bem até, mas então por que é que não fiquei convencida pelo jogo? Ao fim de um tempo cansa estar sempre a morrer quando a maioria das vezes isso se deve a problemas técnicos do jogo. Os saltos nem sempre correm como comandas, a movimentação do Rad pode ser estranha, algumas das vezes frustra caíres a algum sítio ou ires para cima de um inimigo sem querer porque algo não está lá muito bem nos comandos. Perdes vida facilmente com coisas estúpidas mais do que pela tua própria responsabilidade, pois os movimentos do personagem são atrapalhados. Depois, as fases onde entras na dimensão estranha na pele do Dusty são terríveis se tiveres muitos inimigos, obstáculos ou corredores apertados, pois de cada vez que perdes a barra toda azul voltas ao Rad e perdes vida. E terás que voltar à dimensão e tentar de novo, arriscando-te a perder ainda mais vida até atinares com aquilo ou teres sorte. Nestas fases perde-se vida de forma rápida e é doloroso de jogar.

Em jogos como Monster Bash, Super Mario World, Xenon Valkyrie+ ou até Wuppo, praticamente todas as mortes são da responsabilidade do jogador e, independentemente da dificuldade, só havia uma variante a culpar: a tua falta de habilidade. Em Rad Rodgers muitas das vezes morres por pura estupidez, porque o jogo não está bem polido e nem sequer podes mexer a câmara com o personagem parado, como acontece com muitos jogos de plataformas. A mira para disparar também apresenta muitas falhas. Assim torna-se difícil dizer que Rad Rodgers é um jogo bom pela forma como nos leva de volta aos jogos de plataformas dos anos 90 com a sua jogabilidade e banda sonora mexida. Os jogos dos anos 90 não tinham assim tantas falhas técnicas. Se morrias era por falha tua, não porque o personagem se comporta de forma estranha. No fim, podes ter alguns momentos de frustração, mas ainda há espaço para diversão. Se fizeres algumas pausas de vez em quando para não te enervares…

RESUMO

História – 7/10 – E pronto, nada de especial. Não há mundos nem pessoas para salvar, nem muito que se diga da coisa.
Jogabilidade – 6/10 – Com alguns erros na movimentação do personagem. Falta também a possibilidade de mexer a câmara mais livremente para podermos sondar o que se passa à volta.
Gráficos – 7/10 – Algumas das vezes nem dá para perceber o mapa. A falta de contraste nas cores não ajuda.
Banda sonora – 7/10 – Pode ser só de mim, ok? Mas ao fim de um tempo fico com a cabeça incomodada. Ou então é por andar sempre a morrer de formas que não tenho propriamente culpa. Pode ser só da frustração.

Prós
• História inicial faz-nos voltar um pouco aos anos 90, de facto, principalmente aos que começaram a jogar nessa década.
• Conteúdo suficiente para te fazer re-visitar os níveis.
• As frases dos personagens estão engraçadas, principalmente sem controlo de linguagem nem conteúdo.
• Haver um Photo Mode que mostre o quão um jogo tem partes incompletas.
• A originalidade de completar o mapa indo para uma dimensão diferente e corrigir o que está em falta.
• Os power-ups para a arma satisfazem bem.

Contras
• Falhas no movimento do personagem. A jogabilidade, no geral, consegue tirar a vontade de jogar ao fim de 1 hora.
• As fases onde se joga no papel do Dusty na outra dimensão são demasiado exageradas. O personagem vai a uma velocidade demasiado alta para o local onde circula, sendo facílimo encostar às paredes ou obstáculos e perder vida desnecessariamente.
• Gráficos podem tornar-se confusos.
• Não existe nenhuma opção para mover a câmara e poder verificar o que nos rodeia, sujeitando-nos a cair directamente em cima de inimigos ou obstáculos perdendo ainda mais vida sem motivo.
• Não há grande sentimento de recompensa. O jogo não é difícil, apenas perde-se vida em coisas que podiam ser evitadas se o jogo estivesse melhor construído.
• Toda a “água” no mundo dá-nos choques eléctricos. Mas… Porquê???

Pontuação final: 7/10

Na quantidade certa, Rad Rodgers poderá ser divertido. Mas dependendo do teu feitio, talvez tenhas que fazer algumas pausas da frustração…

A equipa do Xbox PT Dummies agradece à THQ Nordic pelo envio do código do jogo para a realização desta review.

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Fundadora do projecto Xbox PT Dummies, Escritora, Reviewer e Designer

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