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Review – Pumped BMX Pro – 6.5/10

Indie Reviews Xbox One

DATA DE LANÇAMENTO 7 de Fevereiro de 2019
ESTÚDIO Warp Digital Entertainment
EDITORA Curve Digital
SINGLE-PLAYER ✅
MULTIPLAYER ❌

CO-OP ONLINE ❌
CO-OP LOCAL ❌

DLC ❌
CATEGORIA Acção, Acrobacias, Desporto
PREÇO 14,99€
PLATAFORMA ONDE FOI JOGADO Xbox One X
OPTIMIZAÇÕES PARA A XBOX ONE X ❌
SITE OFICIAL

por Catarina Ferreira
CATpt93TAC

Sabem aqueles jogos que vos fazem contorcer todos pelo corpo estupidamente quando tentam acompanhar o movimento do personagem deixando-vos numa posição tensa a toda a hora, mesmo que relaxem/respirem de vez em quando? É assim mesmo que Pumped BMX Pro nos deixa, ao deslizar pelas rampas, a rezar para que o salto dê certo, a pedir ao universo que os truques saiam como deve ser. É verdade. Um jogo que aparenta ser divertido e simples consegue ser frustrante.

No fundo, Pumped BMX Pro trata-se de um conjunto de desafios onde se percorre uma pista de bicicleta e faz-se os possíveis e impossíveis para chegar à meta. Isso por si só é um feito, dado que cada pista tem 4 desafios de acrobacias e ainda 4 medalhas em 2 tipos de pontos diferentes: os pontos acumulados feitos com acrobacias e multipliers, e o máximo de pontos feitos num só conjunto de acrobacias.

Aquele coração aos saltos…

O conceito é, na teoria, bastante simples, mas na prática não foi feito para quem não gosta do género e/ou não quer perder muito tempo. A não ser que haja experiência do anterior Pumped BMX +, já que os outros saíram apenas para dispositivos móveis, um desejo por ficar sem polegar de tanto clicar no A ou a honra de analisar o jogo e dar-lhe uma nota, talvez Pumped BMX Pro seja mesmo apenas isso, para profissionais.

Aliás, nas primeiras 5 horas de jogo estive perto de desistir e apenas concluir que o jogo tinha mecânicas péssimas. Não sou uma mestre em videojogos, mas daí a não conseguir sequer fazer uma pista de A a B, que tortura! Lá revi o tutorial e, de facto, é mais simples do que parece – embora na prática seja preciso matutar muito na mesma pista até a dominar por completo, ou se calhar apenas eu sou uma nódoa que preciso de fazer a mesma pista 50 vezes até terminar os desafios todos.

Para conseguir sequer terminar a pista, sem acrobacias nem pontos, o que importa reter é ganhar velocidade. Não há checkpoints, as pistas são feitas de uma ponta à outra numa assentada. A bicicleta tem um pequeno boost que terá que ser activado no início de cada prova, carregando no A. Este botão deverá ser largado antes de cada salto e premido de novo antes de se aterrar no solo. E assim sucessivamente, ganhando cada vez mais velocidade, porque se um salto não é bem feito, esqueçam, não irão ter a velocidade que chegue para o resto. E é por isto que o jogo consegue ser frustrante. Porque é preciso decorar, literalmente, a pista, treiná-la bem e dominá-la para chegar à meta. E só depois tentar os desafios. Pelo menos, foi este o meu método.

E das coisas mais estúpidas neste jogo é que uma bicicleta tem pedais, mas aqui é como se não existissem. Não se pode pedalar para frente nem para trás, e em alguns casos isso deveria ser possível, principalmente quando ficamos presos num ponto muito perto da meta por não conseguirmos dar boost nem pedalar uns centímetros. O boneco espeta-se no chão e lá tentamos de novo. Mas a coisa que menos compreendo na mecânica do jogo, é o ponto de partida. Por muito que se faça, no comando, a partida de forma igual, há alturas em que a bicicleta vai a morrer. Outras em que corre normalmente.

Em vez de cair feita tola, se pudesse pedalar tinha ultrapassado esse montinho da treta e chegado à meta!

Após a dominância dos controlos e das pistas, lá ganhamos a confiança para os desafios, que consistem em acrobacias, umas simples, outras milaborantes, desde girar a parte da frente da bicicleta, a fazer backflips ou frontflips, a girar no ar 360º, enquanto se faz o pino, se fuma um cigarro e se espeta agulhas num boneco vodu. Ok, as últimas dicas não existem no jogo, mas é esse tipo de loucura que poderão ver.

A parte boa é que se não estiverem a safar-se numa pista, poderão ir testando outras. Claro, dentro dos possíveis. Há 6 mundos com temas diferentes, cada um com 10 pistas, e os vários mundos vão sendo desbloqueados conforme se completa desafios. E chegar à meta de cada pista não vai chegar… Mas também não é preciso completar cada desafio de todos eles para desbloquear os próximos. Com os desafios desbloqueia-se também a personalização das bicicletas, algo que não deveria ser por meio de desbloqueio, senão talvez skins. A personalização passa apenas por mudar cores de peças diferentes… E não dá para personalizar os atletas. Contamos apenas com uma lista de atletas do mundo real.

Já me perdi…

Dentro das acrobacias em si, e dos comandos no geral, consegue tornar-se bastante penoso. A maioria dos truques têm que ser feitos no analógico direito, movendo-o para uma das 8 posições possíveis, e é aqui que se torna doloroso. A intenção pode ser fazer um no hander, para o canto superior direito, e acaba-se por fazer um tailwhip. Há demasiados truques para se fazer num único analógico. E ainda é preciso ter sempre a atenção de trocar entre o tipo de truques no LB ou RB consoante os desafios pedidos. Quanto mais se avança, mais difícil se vai tornar.

O jogo consegue ser divertido uma vez que se domina cada pista, mas por vezes convém fazer uma pausa de tanto clicar no A. É uma pena haver alguma inconsistência na mecânica do jogo, ou então é tão precisa que nem se consegue perceber os nossos erros. Infelizmente a música que nos acompanha toca sem cessar, girando sempre o mesmo disco, o que irrita passado um tempo. A nível gráfico está bem melhor que Pumped BMX +, sem dúvida, não é nada de especial, mas cumpre o seu papel.

Não é uma pérola perdida nem um jogo a não perder, não apresenta nada de inovador nem nenhuma característica especial, mas Pumped BMX Pro é sem dúvida divertido (até deixar de ser), e bom para quem gosta do género.

RESUMO

Prós
• É desafiante
• Obriga o jogador a esforçar-se para desbloquear mais desafios
• Não obriga o jogador a jogar de forma linear

Contras
• Comandos mal planeados
• Inconsistência na condução
• Não dá para pedalar
• Música repetitiva e cansativa

Pontuação final: 6.5/10

Um conceito não inovador que ainda apresenta dificuldades na jogabilidade. Mas ainda é divertido e desafiante.

A equipa do Xbox PT Dummies agradece à Curve Digital pelo envio do código do jogo para a realização desta review.

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Fundadora do projecto Xbox PT Dummies, Escritora, Reviewer e Designer

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