Review – Plants vs. Zombies: Battle for Neighborville – 7/10

Catarina Ferreira

DATA DE LANÇAMENTO 17 de Outubro de 2019
ESTÚDIO 
PopCap Games e EAV
EDITORA Electronic Arts
SINGLE-PLAYER  ✅
MULTIPLAYER ONLINE
MULTIPLAYER LOCAL
CO-OP ONLINE
CO-OP LOCAL

CATEGORIA Acção, Shooter, TPS
PREÇO 39,99€
PLATAFORMA ONDE FOI JOGADO Xbox One X
OPTIMIZAÇÕES PARA A XBOX ONE X 4K Ultra HD, HDR10
SITE OFICIAL

por Catarina Ferreira
CATpt93TAC

Quem se lembra de ver o anúncio de Plants vs. Zombies: Garden Warfare na conferência da Microsoft na E3 2013? Talvez um dos poucos pontos altos emparelhado com o anúncio nada impressionante da Xbox One. Tanto fãs de PvZ como novatos no tema deliraram com um shooter colorido e louco. Até eu gostei, sendo fã do tower defense Plants vs. Zombies.

Estamos em 2019, 6 anos e 2 jogos depois. Plants vs. Zombies: Garden Warfare 2 trouxe frescura ao jogo anterior, com melhorias gráficas, novas classes, um mundo partilhado e desafios. Foi uma evolução que fez sentido. Já Plants vs. Zombies: Battle for Neighborville não tem uma diferença tão grande. A primeira coisa que chama a atenção é a evolução visual, com grafismo mais polido e natural, efeitos engraçados e muita cor! Nota-se o ambiente familiar do seu antecessor, com um mundo base partilhado entre os jogadores que podem escolher o lado pelo qual desejam lutar. Logo de imediato, somos confrontados com umas quantas tarefas que, embora sejam para nos orientarem, não parecem ser bem empregues.

E o que se faz por aqui? Bom… Joga-se online! Com ou sem amigos, PvP ou PvE. Regressam os habituais modos Team Vanquish, Turf Takeover, Garden and Graveyard Ops e Mixed Modes com Gnome Bomb e outras… misturas! Desta vez chega-nos a Battle Arena, um modo 4vs4 onde se disputa a vitória por um conjunto de rondas de eliminação, com ainda a peculiaridade de só poder escolher uma classe em cada uma das rondas. Além disso, os mapas são engraçados, lembrando-me bastante um misto do estilo de Breakout no Halo 5: Guardians e aqueles parques de diversões interiores onde passámos dezenas de aniversários. (Eh pah, alguém se importa de criar um jogo com esse tema?)

Umas melhorias aqui e acolá, além de poucos modos novos até agora (há sempre tempo para adicionarem mais!). Nas classes não vemos muitas diferenças. Do lado das plantas, contamos com os habituais Peashooter, Sunflower, Chomper, Cactus e o regresso da Rose e Kernel Corn. Entre as novidades temos o “Ninja Hattori” Night Cap, a parelha Oak + Acorn e ainda Snapdragon, que, ao princípio, na minha ignorância, olhei e disse “Ei, olha que skin tão fixe para o Peashooter!” Argh… E Wildflowers para spawnar.

Do lado dos Zombies, temos o clássico Foot Soldier, Engineer, Engifaar (oh, esqueçam!), Scientist armado em Einstein, All-Star, Captain Deadbeard, Imp e Super Brainz. Nas adições temos o extravagante 80s Action Hero, Electric Slide e Space Cadet. Nos spawns, temos os TV Heads…

Imaginação para criar personagens não parece faltar. Ainda acho estranho haver um desequilíbrio de unidades de ataque em relação às de defesa e suporte. Em certa medida faz sentido, mas nos modos com objectivos específicos acaba por haver mais variedade para atacar do que para defender, com o suporte a ajudar um e outro.

Entre o online e o mundo base, há sempre actividades para fazer. Andar à luta contra outros jogadores ou contra hordas de zombies, andar em modo livre nas 3 regiões disponíveis (Weirding Woods, Mount Steep e Neighborville Town Center), ou avacalhar no Giddy Park no meio do mapa do lobby. Sinto um bocado a falta do componente single-player, onde era possível ir fazendo algumas missões a solo sem querer muita conversa, mas Plants vs. Zombies BFN torna-se insuportável de jogar sem amigos. Sem comunicação de qualquer tipo e/ou já sem jeito na coisa, não é um jogo fácil. A maioria das miras irritam e nem sequer há um tutorial apropriado para nos apresentar a cada uma das personagens. Isto falo para mim, que mal me recordo da mecânica do jogo dos títulos passados, e me vi à nora a tentar adivinhar o que os novos personagens faziam. Sim, posso escolher os personagens e experimentá-los no lobby do mundo, mas e explicarem-me o que as coisas fazem ao certo? Mesmo no PvE com Garden e Graveyard Ops, vi-me grega para tentar derrotar os bosses. As hordas de inimigos ainda são fáceis, mas os bosses têm outras pancas.

Nos restantes parâmetros, graficamente nota-se melhorias e maior polidez, com as músicas já conhecidas até desde o primeiro jogo do franchise, e sons ambientais e de batalha impecáveis. Depois temos uma maior variedade na customização das classes, desta vez de forma separada pela cabeça, corpo, braços e pernas. No entanto, não se encontra as versões de gelo ou fogo (entre outros) em nenhuma das classes. Podemos personalizar o aspecto mas tão pouco se pode fazer em relação aos seus poderes, com fraca hipótese de escolha. Os mapas mantêm a qualidade, sem nada a apontar de melhorias ou piorias.

No geral, Plants vs. Zombies Battle for Neighborville pouco inovou, assentando naquilo que já se sabe irá ser adorado pelos fãs do franchise. Em vez de arriscar e colocar novidades na mesa, a EA ficou-se pelo que sabe que ainda vende. Pena afastar tantos possíveis compradores com um jogo que foi quase feito apenas para quem conhece este mundo. Posto isto, não deixa de ser uma experiência divertida e um óptimo jogo para os connoisseurs.

RESUMO

Prós
• Visuais actualizados e coloridos
• Personalização das classes
• Novas adições de classes
• Conteúdo lançado de forma periódica
• Preço acessível

Contras
• Pouca inovação, mantendo a mesma fórmula sem grandes novidades
• Ainda muito focado nos modos multiplayer
• Não recomendado para estranhos a este mundo e demasiado focado num público só, os jogadores de PvZ

Pontuação final: 7/10

Plants vs. Zombies Battle for Neighborville deixa o franchise no mesmo nível, feito para os fãs e com pouco espaço para novas caras.

A equipa do Xbox PT Dummies agradece à Atrevia e Electronic Arts pelo envio do código do jogo para a realização desta review.

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