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Review – Omensight – 8.8/10

ID@Xbox Reviews Xbox One Xbox One X

DATA DE LANÇAMENTO 7 de Junho de 2019
ESTÚDIO Spearhead Games / Nephilim Game Studios
EDITORA Digerati
SINGLE-PLAYER ✅
MULTIPLAYER ONLINE ❌
MULTIPLAYER LOCAL ❌
CO-OP ONLINE ❌
CO-OP LOCAL ❌
DLC ❌
CATEGORIA Ação, Aventura, Mistério, RPG
PREÇO 19,99€
PLATAFORMA ONDE FOI JOGADO Xbox One X
OPTIMIZAÇÕES PARA A XBOX ONE X 4K Ultra HD, Xbox One X Enhanced
SITE OFICIAL

Por Soraia Lobos
TheGirlEffect

Em Omensight, desenvolvido pela Spearhead Games, tomamos o papel de Harbinger, um guerreiro mítico que só aparece em tempos de crise. Eis que ao ouvir este nome pela primeira vez fez-se imediatamente um clique na minha cabeça… O nome do nosso herói é o mesmo do primeiro Reaper criado, um vilão de Mass Effect. Algo curioso sobre este nome é que o que significa: Presságio, um sinal, neste caso aplicado a dois opostos, o mal e o bem.

No caso de Omensight, o nosso Harbinger, um sinal do fim dos tempos, veio com o propósito de salvar a terra de Urralia, que está assolada pela guerra entre Pygaria e Rodentia e, para piorar ainda mais a situação, no final do dia somos testemunhas do final do mundo às mãos do Voden, o deus do mal e da destruição, o qual tinha sido aprisionado por um herói lendário há muitos anos atrás. Eis que o Voden consegue mesmo erradicar Urralia, no entanto a feiticeira permite o Harbinger viajar para trás no tempo, dando inicio à nossa aventura!

O nosso papel é reviver este último dia e liderar uma investigação para descobrir o que causou este apocalipse. Quem está por detrás do assassinato da sacerdotisa? Para tal, vamos vivendo o mesmo dia repetidamente acompanhados por diferentes personagens, recolhendo informações, pistas e entrando em combate em ambos os lados da guerra, sempre com algo novo por descobrir.

Este é um jogo que surpreende pelas cores, personagens vibrantes e uma história envolvente que nos faz sorrir, sempre com um sentido de aventura e à descoberta de resolver o mistério. Ao longo do jogo alteramos o nosso futuro através da nossas decisões, habilidades e inteligência para salvar o mundo!

Manipulamos o tempo para testemunhar o resultado dos eventos em diferentes perspectivas ao lado de personagens diferentes, cada uma com um papel importante e misterioso na história de Urralia.

Como a história anda à volta destas viagens no tempo, passamos muitas vezes a reviver os mesmos níveis, contra os mesmos inimigos. No entanto, as coisas mudam no nível, desbloqueamos zonas que antes estavam trancadas, abrindo novos caminhos apesar de haver sempre a sensação de conhecido, desbloqueamos novos segredos e lutamos contra inimigos mais fortes. Ao ter início no mesmo dia, no mesmo local, com as mesmas personagens, temos a hipótese de avançar para o momento crítico, não sendo necessário passar de novo aquilo que já ultrapassámos.

Omensight surpreendeu-me pela história e incríveis personagens. Consegue ser simples e complexo onde as decisões consistem em escolher quem queremos acompanhar na viagem, revelando-nos que nada é assim tão simples quanto parecia à primeira vista.

No início de cada dia, temos de escolher uma das quatro personagens principais: Ludomir, Draga, Ratika ou. mais tarde, Indrik. Para acompanhar, vamos ouvindo o que nos têm para dizer e segui-los ao longo do caminho.

A general Draga, líder dos Pygarian segue as ordens do seu cruel imperador Indrik, o antagonista principal do jogo. No lado dos Rodentians, temos a sua líder, Ratika que canaliza os seus poderes através da música e, por fim, o seu amigo Ludomir, um bruto que esmaga todos os inimigos. Ao longo do jogo vamos descobrindo cada vez mais segredos e informações importantes acerca dos seus actos no passado que têm implicações no futuro de Uralia.

Vamos descobrindo coisas que nos levam a confrontar as personagens, obrigando-as a levar-nos a um local novo, com novos conjuntos de habilidades para desbloquear novos caminhos e revelar pistas que nos levam a ir de encontro a outras personagens, seguindo o rumo da investigação assim até ao final do jogo. Apesar disto, o jogo não se tornou repetitivo em demasia, sendo uma viagem calma ao lado de cada companheiro com a sua própria facção, conjunto de ideais e as suas próprias habilidades para oferecer, sendo que cada um está num lado oposto da guerra e temos que escolher em quem acreditamos.

Um detalhe que achei muito engraçado, foi o facto como as personagens nos abordam de forma divertida. Sabendo que Harbinger não fala e os seus comentários a meio do combate ou quando atacamos barris para recolher itens ouvimos algo como: “Devias guardar a tua energia para verdadeiros inimigos!”.

Quanto ao design visual do jogo no geral, ambiente, personagens, tudo surpreende pelo belo design colorido e iluminação e como flui no gameplay. Omensight inclui desenhos das personagens num estilo mais infantil, bem como as mesmas 3D (apesar de ficar um intermédio entre o 2D e o 3D), sendo o único ponto a apontar o facto de quando estas falam, não haver movimento facial, apenas do corpo. No que toca ao voice acting, eis que Omensight nos presenteia com os melhores talentos, com Patricia Summersett (Zelda: Breath of the Wild) e Julian Casey (We Happy Few).

O jogo permite-nos ajustar a dificuldade de forma a ir de encontro a nosso estilo, desde fácil, ou seja, com foco na narrativa, ou difícil, sem assistência. Apesar de escolher a dificuldade média e ausência de pistas para desvendar o mistério,  a história flui de forma muito natural e o combate é fácil, fluído e simples, envolvendo a espada e poderes mágicos nossos e do nosso companheiro.

Vamos derrotando inimigos e coleccionando pontos para gastar em diferentes habilidades, desde aumentar simplesmente a vida, ganhar a habilidade de parar o tempo, assassinar ou até mesmo desbloquear melhoramentos para as habilidades dos nossos companheiros. A general “gata” Draga auxilia-nos com o seu poder de explosão de fogo atingindo inimigos à sua volta, por exemplo, fazendo toda a diferença num momento crítico de combate quando estamos rodeados de inimigos.

Acaba por ser a parte das plataformas o mais difícil do jogo, infelizmente, não devido a puzzles mas sim a ângulos estranhos da câmara que se move com base no local onde nos encontramos no mapa.

Os níveis são lineares. No entanto, a forma como cada um desbloqueia à medida que desbloqueamos novos caminhos, adiciona uma boa dinâmica. A aventura dura aproximadamente 11 horas, sendo que sentimos que as decisões alteram elementos principais do jogo, apesar de pecar pelo final, que é sempre o mesmo.

No que toca ao desempenho, houve alturas em que o jogo ou até o companheiro bloqueou e não se moveu, obrigando-me a morrer para fazer respawn. Algo que devia ser implementado é a gravação manual, pois estes problemas fizeram com que tivesse que fazer cada missão com o companheiro completamente antes de poder desligar a consola. por exemplo, senão perdia o progresso.

Omensight apresenta uma aventura única e misteriosa, apenas peca pelo combate fácil e um pouco repetitivo. Apresenta um mundo fantástico, cheio de reviravoltas que nos prendem à história, personagens que ganham lugar na nossa mente pela sua personalidade, design e voz fantásticas. Tirando o combate como um ponto importante da equação, este é um jogo com uma história divertida, que nos faz sentir parte da aventura, pelo que se gostas de mistérios, este é um jogo que aconselho vivamente a experimentar.

RESUMO

Prós
• Arte e banda sonora excelente
• História e personagens interessantes e divertidos
• Excelente voice acting
• Decisões importam
• Sistema de combate simples

Contras
• Sente-se falta de gravação manual
• Para alguns pode ser um pouco repetitivo
• Poderia haver mais variedade de inimigos
• Apenas têm um final

Pontuação final:  8.8/10

Apesar de um pouco repetitivo, este é um jogo com uma história e personagens envolventes e visualmente belo, pelo que temos em Omensight uma experiência única de mistério e aventura que recomendo vivamente a experimentar!

A equipa do Xbox PT Dummies agradece à Digerati pelo envio do código do jogo para a realização desta review.

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