Review – Lost Ember – 8/10

Catarina Ferreira

DATA DE LANÇAMENTO 22 de Novembro de 2019
ESTÚDIO
Mooneye Studios
EDITORA Mooneye Studios
SINGLE-PLAYER  ✅
MULTIPLAYER ONLINE 
MULTIPLAYER LOCAL 
CO-OP ONLINE 
CO-OP LOCAL 

CATEGORIA Aventura
PREÇO 29,99€
PLATAFORMA ONDE FOI JOGADO Xbox One X
OPTIMIZAÇÕES PARA A XBOX ONE X
SITE OFICIAL

por Catarina Ferreira
CATpt93TAC

Poderão ver o nosso gameplay do jogo AQUI.

O mundo de Lost Ember chama a atenção imediatamente pelas suas cores, beleza simplista e elementos praticamente só naturais. Na pele de um lobo guiado por uma pequena esfera luminosa, percebemos logo que estamos num mundo com uma vertente muito espiritual, controlando o que parece ser um espírito perdido e sem memória da sua vida anterior, sem permissão para seguir à Cidade da Luz.

O mundo parece coberto de ruínas antigas de uma civilização há muito perdida. Cabe a nós explorar este espaço onde o lobo viveu a sua vida passada e compreender qual o seu papel na ruína trazida aos povos que habitavam ali. Não só nos colocamos na pele do lobo, como temos o poder de ir possuindo outros seres pelo caminho. Não de forma macabra nem nada do género, mas de uma maneira pacífica e suave que resulta muito bem na jogabilidade.

Podemos acabar a jogar na pele de diversas aves, peixes e mamíferos, como os recorrentes wombats, originários da Austrália, os queridos beija-flor e os caricatos tatus. É incrível a sensação que se tem ao jogar com cada um destes animais, onde somos logo inseridos no seu pequeno ou grande mundo, desde grutas misteriosas, a rios e cascatas incríveis e lugares repletos de vegetação. Cada um tem as suas capacidades e vantagens, dado que muitas zonas só serão acessíveis escavando buracos, voando ou nadando.

De resto, há que apreciar e adorar ter uns momentos na pele destes magníficos e pacíficos bichos. Percorrer a altíssima relva na pele de uma tartaruga ou voar ao lado de búfalos que correm no deserto. Não faço ideia o que é ser qualquer um destas criaturas, mas o trabalho feito nestas transições fluídas e a forma de olhar de cada espécie é encantador. O hipnotizante bater de asas dos beija-flor ou o caminhar lento de um elefante. Os seus comportamentos dão vida ao mundo que se viu sem civilização humana. Até se pode trepar paredes com as lendárias cabras de montanha!

Falham apenas alguns ângulos da câmara, talvez, e não consegui apreciar o voo do ganso, que parece estar sempre em queda iminente e só sobe quando nos deparamos com obstáculos ou a própria formação do terreno.

O mundo de Lost Ember é bastante grande e vasto, e sente-se a falta de algum tipo de mapa ou mini-mapa, especialmente dado que há centenas de coleccionáveis espalhados, como relíquias e cogumelos. Mais falta ainda se sente, dado que a história segue um caminho linear nesse mesmo mundo, onde temos que procurar “fumaças” rosa que terão mais pistas e nos vão contando a história com pequenos registos fantasma do passado. Se tivermos que parar a aventura para regressar ao mundo real, ao voltarmos, especialmente se passou algum tempo, é difícil lembrar para onde nos dirigíamos.

A história é contada de forma simples de seguir, trazendo inúmeras cutscenes que não quebram o ritmo da jogabilidade. Cativa-nos e emociona-nos até ao fim. Está um trabalho simplesmente comovente e bem feito. Tragédia, sacrifício, revolução, amor, perda, são algumas das palavras que poderia definir a narrativa. A sua conclusão foi das mais surpreendentes que joguei nos últimos anos e é capaz de deixar qualquer um em lágrimas, tal é a surpresa e a belíssima composição musical e visual nos últimos momentos do jogo.

Com as suas falhas que facilmente seriam resolvidas com patches, e à falta de um mapa ou guia quando nos queremos deslocar livremente, Lost Ember é dos single-player mais inesperados que joguei, trazendo um olhar incrível e doce, cheio de respeito e homenagem à flora e fauna que nos rodeia nesta Terra. Sem dúvida que vale a pena.

RESUMO

Prós
• História sólida e emocionante
• Apresentação de diversos animais e suas características
• Fluidez na jogabilidade e transição entre os diferentes corpos
• Mundo vasto e vibrante

Contras
• Alguns problemas visuais notórios, embora raros
• O voo do ganso podia ser melhor
• Faltava algum mapa ou semelhante para ajudar na procura por coleccionáveis

Pontuação final: 8/10

A equipa do Xbox PT Dummies agradece à Plan of Attack, ID@Xbox e Mooneye Studios pelo envio do código do jogo para a realização desta review.

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