Review – Lornsword: Winter Chronicle – 7/10

onurbthenoob

DATA DE LANÇAMENTO 23 de Outubro de 2019
ESTÚDIO
Tower Five
EDITORA Tower Five
SINGLE-PLAYER  ✅
MULTIPLAYER ONLINE
MULTIPLAYER LOCAL
CO-OP ONLINE 
CO-OP LOCAL

CATEGORIA Acção, Estratégia
PREÇO 19,99€
PLATAFORMA ONDE FOI JOGADO Xbox One
OPTIMIZAÇÕES PARA A XBOX ONE X
SITE OFICIAL

por Onurb the Noob
onurb17

A harmonia do Natal já foi, a loucura do Ano Novo também, mas ainda há muito Inverno e frio para combater aqui em Portugal e nas terras de Lornsword Winter Chronicle. O rígido e intenso Inverno anunciado no título antevê um jogo duro, longo e deveras difícil. O melhor de tudo é que a Tower Five, a produtora quase fantasma responsável por este jogo, consegue introduzir todas estas características no seu jogo. Não pensem que este indie é para ser acabado em três ou quatro horas e sem um ou dois cabelos arrancados. Já dizia o falecido Ned Stark: “the winter is coming”.

Quando era puto, existia uma coisa que a santíssima da minha mãe (convém elogiar, não vá ela ler isto) dizia sempre que eu barafustava por não querer ir aos recados dela. “Vai lá, que enquanto vais e vens, não está o caminho sem gente”, mal a minha mãe sabia que passados quase vinte anos, ela estava a traduzir um jogo numa só frase.

Em Lornsword Winter Chronicle, nós controlamos Corun Lan Ka, um guerreiro do império Lorn que irá, rapidamente, subir nas fileiras do exército, chegando a general. A nossa principal tarefa é andar a correr, num vai e vem, requisitando soldados na nossa base, levá-los a um ponto, largá-los lá, voltar e repetir o processo até destruirmos a base do inimigo. Aqui entra um ponto que me deixou muito confuso no início, até porque sou um rapaz de acção. Se formos com o pensamento que somos os “maiores da nossa aldeia” vamos, rapidamente, morrer em batalha. Não podemos enfrentar os inimigos sozinhos a spamar o botão de atacar com a espada. Esse caminho, muito certamente, vai levar-te à ruína. O jogo é muito mais que isso. Nós somos o Sun Tsu da coisa, não há tempo para heroísmos, os soldados são um número e uma ferramenta para atingir o objectivo. O foco é comandar e optar sempre pela melhor estratégia.

Este jogo de acção e estratégia visto de cima tem o início, mais de um capítulo até, preenchido por dicas e tutoriais (que eu aconselho veemente a respeitarem e a fazê-los porque serão uma grande ajuda no futuro) que nos ensinam tudo o que este completíssimo título tem para oferecer. Além de levar e liderar, vezes sem conta, os nossos soldados para a guerra, devemos criar caminhos que queremos que, posteriormente, os soldados automaticamente façam; gerir as estruturas que treinam soldados para atacar, defender, ou só ficar à espera de ordens; criar e gerir a nossa base; gerir os recursos (comida e ouro) que nos permitem criar novas estruturas e soldados; gerir os templos que nos concedem poderes especiais, como invocar soldados de vários elementos: gelo, fogo, vento e terra, bem como a recuperação de pontos de vida e resistência; atenção constante ao que se passa em todo o mapa: como vão as nossas investidas pelas bases inimigas, a segurança dos nossos recursos e a defesa constante da nossa base.

Durante o tempo de jogo, percebemos, rapidamente, que a curva de aprendizagem é um Evereste para escalar. Se temos um início tranquilo, com ajudas e tutoriais, cedo no jogo vamos sentir-nos abandonados sem dó nem piedade enquanto somos atacados por soldados, rebeldes e insectos voadores.

Nem tudo tem de ser triste e difícil. O jogo inclui um modo co-op local onde podemos dividir o ecrã com mais um jogador (é sempre bom dividirmos as nossas mágoas), tornando as tarefas e a cobertura do mapa mais fáceis. Por outro lado, a gestão dos recursos será, obviamente, mais limitada pois é divida por dois.

A história do jogo é aliciante, envolvente e bem estruturada, porém um pouquinho de nada previsível para quem está habituado a livros, filmes e jogos de guerras medievais e cheios de fantasia. Corun Lan Ka é um homem de família que se vê arrastado para uma guerra dentro do próprio império Lorn. Começa com tarefas fáceis, como defender um bloqueio dos rebeldes, mas rapidamente sobe a general (o poder das cunhas já estava presente nesta época) e lidera forças maiores e com mais recursos para missões mais importantes e com um suave sabor a intriga. O jogo é especialista em não contar nada e deixar o jogador aprender por si. A prova disso é Tallius, o general que inicia Corun Lan Ka neste jogo, que tem como objectivo passar-lhe o conhecimento antes de poder usufruir da sua reforma. Porém, tem explicações muito vagas como: “isto é magia, não me perguntes como funciona ou apareceu, já cá estava, só a tens de usar”.

Visualmente, a história é acompanhada por uma colorida e espectacular arte, que é quase uma fusão entre o vector e o vitral. Por outro lado, achei o grafismo do jogo repetitivo e pouco trabalhado. Somos presenteados com desertos, florestas e longas mantas brancas de gelo, todavia, de cenário para cenário, vemos poucas alterações, parecendo que o jogo tem milhentas missões em quatro ou cinco mapas. Os efeitos das magias e dos soldados elementares são rascas. Por outro lado, as consequências das batalhas são detalhadas, deixando os corpos, armas e poças de sangue espalhadas pelos cenários.

O jogo é acompanhado de uma excelente e apelativa banda sonora, que corresponde, da melhor forma, aos momentos de jogo. A acção é levada por sons mais rápidos e tensos, já os momentos da história são constituídos por sons mais calmos e épicos.

Lornsword Winter Chronicle é um jogo com tanta coisa a acontecer, para fazer e controlar, que julgo nunca ter jogado nada assim, pelo menos que ligasse todas as mecânicas de uma forma tão subtil e funcional. A história é boa e bem ilustrada, mas por outro lado esperava mais qualidade e diversidade dos cenários. A dificuldade poderá afastar alguns jogadores.

RESUMO

Prós
• Longevidade
• Arte do jogo
• Jogabilidade

Contras
• Cenários repetitivos

Pontuação final: 7/10

A equipa do Xbox PT Dummies agradece à Plan of Attack e Tower Five pelo envio do código do jogo para a realização desta review.

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