DATA DE LANÇAMENTO 7 de Agosto de 2018
ESTÚDIO TT Games
EDITORA Warner Bros Games
SINGLE-PLAYER ✅
MULTIPLAYER ✅
CO-OP ONLINE ❌
CO-OP LOCAL ✅
DLC ✅
CATEGORIA Acção, Aventura, Puzzle
PREÇO 59,99€ | 74,99€
PLATAFORMA ONDE FOI JOGADO Xbox One X
OPTIMIZAÇÕES PARA A XBOX ONE X Xbox One X Enhanced
SITE OFICIAL
por Catarina Ferreira
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Em Super-Villains, os LEGO voltam mais uma vez para nos entreter com o seu já conhecido humor, mas desta vez com os maiores vilões da DC como protagonistas. Para fãs da DC ou para fãs dos videojogos LEGO, este é sem dúvida um jogo feito para fãs de todas as idades, com o habitual estilo de jogo que temos visto até agora.
Sinceramente não sabia bem o que esperar deste jogo. Embora adore os jogos LEGO, não sou fã da DC e sim da Marvel, filmes e personagens à parte, não me sinto atraída pelo tema mais negro, mas fiquei entusiasmada ao saber que iria receber o meu primeiro LEGO para analisar, e sobretudo intrigada com esta abordagem: vilões em vez de heróis.

E quem pode culpar os criadores deste jogo? Seja qual for o Universo ou história, por vezes há vilões que não podemos odiar. Afinal muitos apenas são o resultado de algum evento traumático, ou têm todas as boas intenções do mundo, apenas métodos… discutíveis. Sem dúvida que alguns têm apenas o objectivo de dominar o mundo, outros apenas querem instaurar o caos, e como poderia analisar este jogo sem focar um dos vilões mais emblemáticos da DC?
A TT Games fez um óptimo trabalho em conseguir meter todos os personagens sem nunca destacar demasiado ou colocar de lado nenhum dos que vemos na história do jogo, mas sem dúvida que as minhas cenas favoritas incluíam sempre o vilão que quase ninguém consegue desgostar. Só quis mais e mais Joker. Com a voz habitual de Mark Hamill e o humor LEGO, é uma combinação perfeita.

Ao contrário dos LEGO Marvel, o jogo não parece focar-se no curso dos filmes da DC, o que talvez não seja mau de todo, dada a fraca recepção do público, independentemente dos gostos de cada um. O interessante é haver planos para DLCs inspirados nos filmes de Aquaman e Shazam.
O jogo começa de forma nova a tudo o que estamos habituados a ver nos jogos LEGO. Enquanto que normalmente podemos criar um personagem da forma como queremos uma vez que tenhamos acesso a um hub, neste temos que criar o nosso personagem, e ele/ela terá um papel fundamental na história. Cabelo, cara, corpo, até poderes e personalidade, há uma variedade incrível para nos expressarmos. Lá criei um sujeito sem boca, cabelo branco encaracolado, óculos de sol e voz feminina fina como tudo e ainda uma salsicha em riste para esbofetear os inimigos.

Em LEGO DC Super-Villains a história é sem dúvida engraçada. A Justice League está unida para enfrentar os vilões, quando surgem visitantes de outro planeta, muito parecidos com os nossos heróis, que alegam ter boas intenções. A meio da conversa, estes novos visitantes enviam a Justice League para outro lugar com um dispositivo que os tele-transporta. Harley Quinn presencia e filma este acontecimento, chocada com o que acabou de ver.
Os novatos na Terra apresentam-se como Justice Syndicate, e proclamam estar no planeta para proteger toda a gente, mas o grupo de vilões desconfia das suas verdadeiras intenções e vão unir-se para impedir que algo de grave aconteça. O conceito é curioso, porque além de nos colocar no lado dos vilões, vemos que, no fundo, é como se cada vilão não tivesse motivo para ser vilão sem o seu herói. Joker com Batman então é amor.
Portanto, a nossa missão será jogar por uma data de missões para encontrar a Justice League e desmascarar e impedir o grupo Justice Syndicate. O personagem que criámos no início do jogo pode parecer despercebido e insignificante quando só jogamos com ele algumas vezes, mas o “Rookie” terá um papel fundamental na história.

Com jogabilidade já familiar entre os fãs de LEGO, realmente a história ajuda imenso, a narrativa cómica é sempre um ponto muito positivo, e conseguimos ver isso em pormenores como duas fotografias de Perry White, editor chefe do Daily Planet, na mesma posição, uma com Clark Kent e outra com Super-Homem.
Em termos da jogabilidade em si, mesmo não tendo ainda tocado em LEGO Marvel Superheroes 2 nem LEGO The Incredibles (esperando Black Friday…), não parece que tenha havido muita evolução. Não é propriamente mau, dado que este franchise já foi aperfeiçoado em muitos aspectos como quests e até comandos, mas há sempre espaço para inovar e embora haja alguns pontos, não vi ainda uma diferença nem pensei “Uau, isto é novo” como quando joguei LEGO Star Wars The Force Awakens pela primeira vez. Embora haja sempre alguns poderes novos ou ideias interessantes, há ainda algum reciclar de ideias já existentes.

Depois há questões que me incomodam. Estava já habituada a ter 10 minikits em cada nível e agora diminuíram para 5. Ou seja, os níveis acabaram por ficar mais pequenos e provavelmente poupou-se trabalho a desenhar salas extra.
Além disso, por vezes os IAs parecem ter a inteligência de uma banana. Tenho que estar constantemente a buscá-los do sítio onde estão, quando troco de personagem, porque estão demasiado ocupados a esbofetear as pernas de um bicho quando deviam atirar à cabeça, ou pedaços de Lego perdidos em vez de me ajudarem!
Por causa do estilo de cores escolhido, o mundo aberto pode ser um pouco confuso, mas o pior talvez seja os mapas não ajudarem. Existem edifícios onde por vezes temos de entrar para apanhar algum colecionável, o que pode parecer uma ideia diferente e boa ao início, mas no que toca à leitura do mapa das cidades pode ser simplesmente confuso, e nem as setas que indicam se está por cima ou por baixo de nós ajudam.
Sinto falta dos carros do mundo aberto que se desfaziam por tudo e por nada. E até o drift automático que eles fazem dificulta os desafios das corridas. A sorte é que os tempos para a medalha de ouro são fáceis demais.

O jogo tem pequenos pormenores que talvez dispensava, mas não o tornam mau de todo. Tem uma história sólida e esse é talvez o seu ponto mais forte, dado que pouco mudou na jogabilidade, algo pelo qual os jogos LEGO já são bem conhecidos, especialmente por fãs como eu. Mas talvez a próxima instalação, como um LEGO Star Wars que englobe The Last Jedi, Rogue One, Solo e até o episódio IX, ou um LEGO Fantastic Beasts, deva ter algo novo para não saturar.
Não é que nunca jogue LEGO, como fã, até podiam ter todos a mesma mecânica, mas no que toca à marca e a puzzles, há sempre algo por onde pegar e há sempre que elevar a fasquia. O modo de batalha de tiros em Star Wars: The Force Awakens, os mundos-abertos da Marvel e da Terra-Média, o modo de crafting de The Hobbit estava espectacular. Desde LEGO Star Wars: The Complete Saga, o primeiro que joguei, muita coisa mudou. A única coisa que me deixará sempre uma marca menos boa é terem desistido do DLC do Hobbit.
RESUMO
Prós
• A história está brutal.
• Joker sendo Joker…
• O nosso personagem principal temum papel crucial na história.
• As hipóteses de personalização.
• A banda sonora.
• Voice acting, especialmente Mark Hamill como Joker e Tara Strong como Harley Quinn.
• Estranhamente para um jogo LEGO, os gráficos melhoraram! Especialmente as cutscenes, que parecem naturais e fluídas.
• Como já é habitual, tem muito que fazer para completar, proporcionando dezenas de horas de jogo.
Contras
• Jogabilidade básica dos jogos LEGO não parece ter evoluído.
• O sistema de derrapagem dos carros não tem lógica.
• Pode ser confuso tentarmos orientar-nos no mundo aberto e descobrir onde comprar Red Bricks, por exemplo.
• Não é o fim do mundo, mas aquelas IAs… Que tolas.
Pontuação final: 9/10
LEGO DC Super-Villains é bom para fãs de LEGO que procuram mais uma aventura, com uma história e personagens brutais, mas sem grande evolução de jogabilidade.
A equipa do Xbox PT Dummies agradece à Warner Bros Games pelo envio do código do jogo para a realização desta review.