Facebook
Twitter
Youtube
Discord
Mixer

Review – Hollow Knight: Voidheart Edition – 9/10

Indie Reviews Xbox One

DATA DE LANÇAMENTO 25 de Setembro de 2018
ESTÚDIO Team Cherry
EDITORA Team Cherry
SINGLE-PLAYER ✅
MULTIPLAYER ❌

CO-OP ONLINE ❌
CO-OP LOCAL ❌

DLC ❌
CATEGORIA Acção, Aventura, Indie, Metroidvania, Mundo-Aberto, Plataformas, RPG
PREÇO 14,99€
PLATAFORMA ONDE FOI JOGADO Xbox One X
OPTIMIZAÇÕES PARA A XBOX ONE X ❌
SITE OFICIAL

por Catarina Ferreira
CATpt93TAC

Caros leitores, se pensam que a fofura de um jogo o torna inocente, acreditem que Hollow Knight engana muito nesse aspecto. É um jogo que consegue ser frustrante como Xenon Valkerie, Dead Cells ou qualquer outro título que vos ocorra que seja semelhante a um Dark Souls não tão difícil mas em plataformas. Hollow Knight é um derradeiro desafio. E mais uma vez me frustrei e pensei “Onde me fui meter ao aceitar analisar este jogo?”.

Primeiro de tudo, a verdade é que por vezes as coisas parecem mais difíceis do que são. Um dos primeiros mini-bosses parecia ser impossível de derrotar, até que me lembrei que como todos os bosses e mini bosses e qualquer inimigo em jogos do género, as IA agem sob um determinado padrão e apenas alguns bosses do jogo podem ser, por vezes, imprevisíveis. Além de conseguirem ser um desafio que vos pode dar vontade de atirar o comando à parede, não temos mais nada a culpar senão as nossas próprias habilidades, por não estarmos a pensar como devemos ou estamos com o raciocínio limpo. Embora a falta de informação acerca da vida restante de um boss seja algo que foi pensado, certamente, por criadores diabólicos. Com os inimigos que encontramos nas nossas aventuras pelo mundo de Hollow Knight, vamos habituando-nos a contar as vezes que precisamos de lhes acertar para arrumar com eles. Com bosses, torna-se um pesadelo.

O princípio do jogo, em suma, é simples. És um destemido guerreiro insecto imaginado, que usa a sua espada (mais uma agulha que outra coisa), para explorar o mundo tenebroso e por vezes maravilhoso do subsolo de Hallownest, onde vivem criaturas e outros insectos que terás que derrotar. A tarefa de derrotar o Hollow Knight não será fácil. Mas… quem é este Hollow Knight? Sinceramente, a forma como a história é apresentada não será a melhor. De tal maneira que nem sei ao certo do que se trata. A verdade é que o desenrolar torna-se confuso, e o facto do jogo ser em mundo aberto e não haver um rumo linear a seguir torna as coisas mais difíceis de compreender.

Encontras-te na vila deserta e arrepiante de Dirtmouth, e partes para a aventura que aguarda debaixo dos teus pés. Saltas por um poço e é aí que essa demanda começa. Há inimigos por todos os lados. Ao eliminares forças hostis recolhes Geos, que funcionam como “Souls”. Serão úteis para comprares artefactos ou upgrades, mas tal como um jogo Dark Souls, se morreres, perdes as que levavas contigo e terás que voltar ao local para as recuperar. Há também algo que soará familiar para alguns. Existem uns bancos onde o personagem descansa e recupera a vida, que é simbolizada por máscaras. Ao fazer isto, os inimigos derrotados (exceptuando bosses), fazem spawn.

Nem todas as criaturas em Hollow Knight te querem mal. Um factor importante é o Cornifer. O gigantesco mapa de Hallownest é dividido por várias zonas, e em cada uma delas encontra-se o simpático Cornifer, que está sempre disposto a vender um mapa da zona, que é incompleto, mas será o jogador que terá a tarefa de o preencher e actualizar de cada vez que se senta num banco. O problema é que sem ele, ao entrar em zonas novas, não adianta percorrer caminho e sentar no banco. Será sempre necessário comprar o mapa da área.

Portanto, encontrar o Cornifer é provavelmente a tarefa número 1 quando se descobre uma nova área. Mas uma das coisas que torna o factor não-linear do jogo mau, é haver habilidades que se vai adquirindo e conquistando ao jogar, que por vezes podem estar disponíveis numa ponta do mapa e serem precisas noutra, com centenas de inimigos e áreas por desvendar entre os dois pontos. Um determinado mapa pode ser só comprado acedendo a uma parte de uma área que é impossível aceder em determinado momento porque falta uma habilidade especial que está a algumas horas de jogo de distância. Isto não é frustrante, é simplesmente ridículo e uma perda de tempo. Se o jogador tem a possibilidade de explorar o mundo, encontrar artefactos, fazer grind para reunir os Geos necessários para determinadas compras e enfrentar os bosses na ordem que deseja, bloquear o acesso ao Cornifer com algo tão maldoso acaba por estragar um pouco a experiência.

Seja como for, Hollow Knight tem um aspecto visual lindíssimo, por vezes arrepiante, outras até fofo, com uma banda sonora envolvente, desde a música aos sons ambientais. Tem, sem dúvida, uma alma única. No geral, é uma experiência óptima para quem aprecia jogos feitos com cuidado e que representem um bom desafio, embora possua algumas falhas.

Até se reunir Geo suficiente, nunca nos poderemos orientar no mapa, pois será preciso comprar uma habilidade que permite saber onde estamos no mapa no momento em que o abrimos, algo que deveria ser básico. As zonas de fast travel providenciadas pelo simpático The Last Stag estão colocadas em sítios muito complicados. É normal que num jogo destes sejamos obrigados a fazer algum grind e coleccionar Geos enquanto viajamos de objectivo em objectivo, mas por vezes envolve passar por riscos um pouco desnecessários, como plantas que atiram bombas que nos perseguem. Passar por muitas áreas consegue ser penoso, nem tanto pelo número de inimigos, mas porque as áreas são de facto enormes. O mapa é gigantesco! E se calhar mais alguns pontos de fast travel ou melhor colocados não faziam mal.

Há áreas que só poderemos explorar mais tarde uma vez que tenhamos determinadas habilidades, e podemos até marcá-las depois de adquirir uns símbolos para colocar no mapa, mas chegam a ser tantas que acabo por passar por lá de novo porque não me recordo o que me impedia de ir lá, se seria o trepar entre as paredes ou fazer um mega salto, ou outra coisa qualquer. Depois, algumas coisas não parecem tão óbvias. Fiquei convencida que não conseguiria fazer nada com uns cogumelos para passar para zonas altas porque o boneco pinchava mas não muito. Foi quando descobri, graças a outros jogadores em fóruns, que bastava atacar para baixo e dava mega saltos entre os cogumelos.

Hollow Knight requer centenas de horas para ser realmente desfrutado. E ainda me surpreende como é possível acabar a história em apenas 5 horas. Nem me passa pela cabeça o speedrun. É sem dúvida um jogo merecedor de todos os seus prémios e notas altas de outras análises, mas há pequenos erros que juntos tornam o jogo mais frustrante do que deveria ser, pois consegue sê-lo por algum mau planeamento, não por ser difícil.

Não é dos jogos que mais me encantaram, mas certamente é divertido, incita-me a explorar tudo o que existe naquele mundo e será provavelmente recomendado em muitas conversas. Especialmente no que toca ao seu todo como uma obra de arte.

RESUMO

Prós
• Visuais encantadores e bem executados
• Banda sonora envolvente
• Jogabilidade e combate fluídos e naturais
• Proporciona centenas de horas de jogo
• O jogador toma o rumo que deseja
• Diversidade de locais caracterizados por visuais, música, sons e personagens próprios
• Muito conteúdo para um preço tão acessível

Contras
• Pouco esclarecimento da história
• Algum mau planeamento no que toca a pontos de fast travel
• O factor não-linear da jogabilidade é exagerado em alguns pontos

Pontuação final: 9/10

Um jogo lindo de se explorar, com um espírito muito próprio, embora com algumas frustrações.

A equipa do Xbox PT Dummies agradece à Team Cherry pelo envio do código do jogo para a realização desta review.

Não há votações ainda.

Vota neste artigo

Fundadora do projecto Xbox PT Dummies, Escritora, Reviewer e Designer

Deixa uma resposta

O teu endereço de e-mail não será publicado.

Tu podes usar estes HTML tags e atributos: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>