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Review – FIFA 20 – 7.9/10

EA EA Access Reviews Xbox One Xbox One X

DATA DE LANÇAMENTO 27 de Setembro de 2019
ESTÚDIO
EA Canada
EDITORA Electronic Arts
SINGLE-PLAYER 
MULTIPLAYER ONLINE
MULTIPLAYER LOCAL
CO-OP ONLINE
CO-OP LOCAL

CATEGORIA Desporto, Futebol, Simulação
PREÇO 69,99€ | 89,99€ | 99,99€
PLATAFORMA ONDE FOI JOGADO Xbox One X
OPTIMIZAÇÕES PARA A XBOX ONE X Xbox One X Enhanced, 4K Ultra HD, HDR10
SITE OFICIAL

por Catarina Ferreira
CATpt93TAC

Poderão ver o nosso gameplay do jogo AQUI.

Eis que chega aquele momento do ano. Mais um FIFA, mais 70€, alterações aqui e ali. Será que vale a pena? FIFA 20 não difere muito de FIFA 19. Nem se consegue esperar muito quando parece que sai o mesmo jogo todos os anos, apenas com alguns ajustes. Após o término da história de Alex Hunter, Danny Williams e Kim Hunter em The Journey, a Electronic Arts apresentou o futebol das ruas com o modo Volta, a única verdadeira novidade.

FIFA 20 só foi salvo pelo Volta, embora à rasca…

No que já conhecemos de FIFA, o jogo deste ano não viu muitas mudanças. Os menus continuam semelhantes, os modos habituais também, desde Kick-Off a Ultimate Team. A verdade é que ao fim de uns quantos anos, começa a cansar. Já nem se consegue ter vontade de explorar nada, pois cada FIFA é praticamente um pequeno update do anterior. E isto fazia sentido há uns 5 anos, quando as mudanças iam sendo significativas, mesmo que fossem apenas visuais, graças à tecnologia. Mas hoje em dia começa a ser ridículo. Conseguiram quebrar a monotonia com um modo de história, que foi das poucas coisas que chamou os jogadores entre FIFA 17 e FIFA 19. Agora, contamos com uma espécie de regresso do FIFA Street.

A pensar bem, as transferências de jogadores, pequenos ajustes na jogabilidade, melhorias gráficas e até novos modos, tudo podia vir em actualizações anuais. Um free-to-play ou uma subscrição poderiam servir bem melhor o FIFA. O dinheiro é mais facilmente obtido através das micro-transacções para o Ultimate Team do que nos jogos em si. Esta fórmula anual começa a desgastar, quer para fãs de FIFA, quer para fãs de futebol. Resta saber se a EA é capaz de quebrar o ritmo e surpreender.

Dificilmente o dinamismo aqui é o que se vê em jogo.

Mas enfim, o que podemos esperar de FIFA 20? Como disse, o funcionamento continua praticamente o mesmo. Algumas mudanças aqui e ali, o habitual que se pode esperar todos os anos em termos de gráficos, actualizações de plantéis e equipamentos, licenças expiradas ou renovadas, uma nova celebração de golo aqui, um pêlo novo de relva acolá. As mudanças são tão ínfimas que é sempre o mesmo disco, apenas com um título diferente.

Na jogabilidade, continua praticamente igual. Seria bom sinal, se FIFA tivesse um formato impecável, o que não é o caso. Os árbitros continuam a colocar vendas nos olhos, tanto que a frase “DLC dos árbitros pagos” continua em vigor ao fim de uns bons anos, com empurrões, bloqueios inaceitáveis e outras faltas que passam despercebidas, independentemente de quem as faz. Continua a chocar-me como me esbarram para o lado ou quase que mato os oponentes e não se ouve apito nenhum.

O movimento dos jogadores, as fintas que fazemos sem querer ou até propositadas, a colocação dos colegas de equipa espalhados pelo campo, no início desta geração eram geniais, mas começam a ficar ultrapassados, não trazendo qualquer tipo de dinamismo ao desporto que mais corações move pelo mundo inteiro. É preciso andar a reclamar para o ecrã, porque os da própria equipa não sabem criar linhas de passe nem pensar à frente. A inteligência artificial precisa de um reboot. Nem os sistemas de lance de bolas paradas ajudam. Todos os anos parece que mexem aqui e ali, na esperança de ver o que serve melhor. Este ano conseguiram colocar uma mira algures, mas também não serve de muito.

O que aconteceu ao objectivo de entregar um produto impecável?

Onde está o espectáculo?! Onde estão os momentos inéditos? Fair-plays à parte, onde andam os fãs que invadem o relvado à procura de um abraço do Ronaldo? Ou os jogadores às turras? As fitas que fazem a rebolarem pelo chão por causa de uma lesão invisível? Mesmo quando apupam, os adeptos não dirigem o descontentamento a ninguém em específico. Onde estão as acções e consequências dos actos dos jogadores? Até os comentadores já cansam, sempre meio mecânicos, metade do tempo apenas a dizer o nome do jogador em posse de bola.

Como é que ainda não melhoraram a iluminação nem o sistema de pontapé de baliza?

O FIFA continua a ser o melhor nos efeitos gráficos dos rostos dos jogadores, bastante semelhantes à realidade, e em termos visuais os estádios não estão nada mal. No entanto, a iluminação continua a mesma, tirando vida aos estádios à noite. Parecem estádios super mal iluminados, com os holofotes a não conseguirem criar atmosfera. Torna-se até aborrecido. Um pouco de cor e contraste entre zonas claras e escuras, não?

Este ano a novidade acaba mesmo por ser o modo Volta, uma espécie de FIFA Street incorporado, que funciona de forma diferente do futebol nos relvados. A confiança da EA no formato do FIFA normal nota-se quando a maioria do marketing aponta para o futebol de rua, a sua única novidade este ano. Só aqui, acho que está tudo dito…

Haja cor e luz algures!

O modo Volta parece, em muita coisa, o oposto da monotonia dos estádios. Com campos com diferentes características pelo mundo fora, desde Los Angeles, a Londres, passando por Amesterdão, Brasil e México, todos têm o seu charme e cor, tendo até comentadores locais falando as suas línguas!

A forma de jogar este FIFA Street disfarçado é diferente do futebol a que estamos acostumados e as variantes são bastantes. Os jogos podem ser jogados em equipas de 3, 4 ou 5, já para não falar na formação de futsal. Os campos também têm as suas características, com balizas de meros centímetros de altura a balizas de futsal, com paredes ou linhas a delimitar a área. Com paredes/vedações, por exemplo, podemos chutar contra os limites e usar isto em nosso favor, pois a bola nunca sai do campo (à partida…). Noutros campos o jogo funciona já em modo futsal, com os limites a definir cantos, pontapés de baliza e “lançamentos” das linhas laterais. Temos também outros factores, como o tempo que limita a partida ou, noutros casos, ganha quem marcar 5 golos primeiro. A química entre os jogadores também é importante, algo que temos de ter em atenção quando nos é dada a oportunidade de recrutar um jogador da equipa que defrontámos, no final de cada partida.

O Volta separa-se pelo modo história, Volta Tour e Volta League. No modo de história criamos o nosso próprio personagem, desde o formato do corpo e cara até a celebração e roupas. A ideia é cada jogador poder expressar-se à sua maneira, com itens novos a chegar todas as semanas que se pode comprar com Volta Coins que se ganha ao ir jogando, ou completando desafios. Começamos como um dos aprendizes de Jayzinho Quezada na sua equipa J10, um jogador de futebol de rua com bastante reconhecimento (no mundo virtual e no mundo real!). A ideia é levar a sua equipa ao campeonato mundial em Buenos Aires e deixarem a sua marca, mas após uma lesão na perna, cabe ao nosso personagem, conhecido/a como Revvy, recrutar jogadores e carregar o bom nome da equipa J10.

Em Volta Tour, jogamos em várias cidades, por vários campos em modo single-player, mas com a particularidade de competirmos com as equipas criadas por jogadores no mundo inteiro, em vez de serem equipas geradas aleatoriamente. Já na Volta League, o objectivo é o mesmo que nas Seasons Online no futebol: chegar à 1ª divisão e ganhar a taça enfrentando oponentes online.

A celebração de cada jogador no modo Volta é bem mais centrada e única.

É aqui que FIFA 20 brilha, num modo completamente à parte do mundo do futebol, contando com estrelas dos relvados numa ocasião ou outra. A emoção nestes jogos é bastante mais palpável e o futebol é muito mais bonito e digno de um estádio feito para apreciar um espectáculo do desporto. Embora ainda bastante mecânica, a jogabilidade consegue ser mais natural que no resto, com fintas e acrobacias misturadas com incrível dominação da bola. Torna o FIFA normal obsoleto.

Mas nem com o Volta o jogo consegue raspar o 8 na pontuação. Apesar de ter uma história curta, o novo modo é uma lufada de ar fresco. Falta é saber por quanto tempo mais conseguirá segurar os alicerces já desgastados do FIFA. Sim, o Volta está muito bom, mas não se pode negar o facto do FIFA permanecer praticamente intocável nos últimos 5 anos, com novidades em modos de história, equipas femininas e futebol de rua.

Está na hora de dar um grande salto na indústria. Resta saber se é a Electronic Arts que arrisca, ou outra surpresa qualquer. Ou continuaremos a deixar-nos arrastar pelo mesmo, todos os anos…

RESUMO

Prós
• Modo Volta dá espaço para respirar algo novo
• Variedade de estádios e temas no Volta
• Dinâmica, emoção e cor no Volta
• Escolha musical é porreira

Contras
• As tentativas de melhorias falharam
• Nada de novo no mundo dos relvados
• A jogabilidade continua super mecânica, estando já desactualizada
• História no modo Volta um pouco curta
• A receita da EA arrastada por anos está a desgastar-se e já cansa.

Pontuação final: 7.9/10

FIFA até pode ter modos e novidades todos os anos, mas a fórmula começa a ficar ultrapassada. Será que está na altura de investir em algo mais?

A equipa do Xbox PT Dummies agradece à Atrevia e Electronic Arts pelo envio do código do jogo para a realização desta review.

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Fundadora do projecto Xbox PT Dummies, Escritora, Reviewer e Designer

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