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Review – Fade To Silence – 4.5/10

Reviews Xbox One

DATA DE LANÇAMENTO 30 de Abril de 2019
ESTÚDIO
Black Forest Games
EDITORA THQ Nordic
SINGLE-PLAYER ✅
MULTIPLAYER ONLINE ✅
MULTIPLAYER LOCAL ❌

CO-OP ONLINE ✅
CO-OP LOCAL ❌

DLC ❌
CATEGORIA Acção, Crafting, Mundo Aberto, Pós-Apocalíptico, RPG, Sobrevivência
PREÇO 49,99€
PLATAFORMA ONDE FOI JOGADO Xbox One S
OPTIMIZAÇÕES PARA A XBOX ONE X
SITE OFICIAL

por Tiago Mimoso
WhiteRuge

Cada vez mais vemos jogos de baixo orçamento a serem lançados e fazerem sucesso ao mesmo nível de jogos de orçamentos sem fim. Esse tipo de jogos foram começados a ser denominados “Eurojank” ou, abreviando, “Jank”.

Como os eurojank têm demonstrado sinais de crescimento, é de se esperar outros jogos enormes, em que se acaba por investir os diminuídos recursos em conceitos cada vez melhores, mas. embora bem-intencionado, não se concretiza completamente no caso de Fade to Silence, que após um lançamento antecipado em 2017, chega agora para a Xbox One.

A AVENTURA COMEÇA

O jogo começa incorporando um personagem chamado Ash, um líder atormentado que tem o papel de explorar um campo pós-apocalíptico cheio de neve em tudo o que o olhar alcança, com o objetivo de reunir os sobreviventes e restabelecer um refúgio para ele e todos os que conseguir salvar. Teremos também monstros Eldritch para enfrentar durante todo o jogo, mas como se isso não bastasse, as temperaturas também serão um obstáculo enorme. As temperaturas baixas influenciam diretamente Ash e todos os sobreviventes, sendo o Inverno o seu maior adversário no jogo. No início, o jogonão dá dicas de nada, o que faz o jogador andar perdido sobre o que fazer ou não. Confesso que isso me tirou um bocado vontade de jogar nesse período inicial e fiquei sem saber como fazer desenrolar a história.

CAÇA OU CAÇADOR?

Com o avançar do jogo, vai-se precisar de equipamentos essenciais, como o machado para cortar árvores ou o arco e flechas para caça, chamas para nos aquecermos e casaco, e vamos precisar de certos itens para fazer os equipamentos, através do Craft. Estes estão espalhados pelo mapa, no meio da neve e são relativamente fáceis de perceber onde estão, através do scanner in-game.

Durante a exploração, irão ter vários monstros Eldritch (monstros com partes da natureza negra que consome o mundo), inicialmente só aparecem Spitters que cospem bolas de fogo e Rippers que atacam corpo a corpo, depois vão aumentando a variedade.

Os recursos são limitados, então convém ir avançando no jogo o mais depressa possível para os rentabilizar ao máximo. Com o Craft iremos fazer refeições para saciar a fome de Ash e dos restantes sobreviventes. Quantos mais sobreviventes acolherem, mais difícil será de recolher refeições, itens e abrigos para todos. Pelo lado positivo, cada sobrevivente que se salvar, pode ajudar na construção do abrigo ou pode algum amigo entrar como multiplayer in-game.

Naturalmente, com o decorrer do jogo, os itens coletados vão-se acumulando e o inventário do Ash tem um limite. O que fazer nessa altura? Todos os refúgios construídos vão ter um género de um “cofre” que permite guardar os itens, levando assim só o essencial consigo e o resto fica no “cofre”.

VIDA NO APÓS VIDA?

Enquanto a aventura vai avançado, vamos ganhado cristais que podem aumentar a nossa Health, Stamina, Sustenance e Insulation. Se por algum motivo, Ash morrer por falta de health points, ou condições para o manter vivo, o jogo não começa do início, pelo menos não enquanto tiverem “Flames of Hope”. Irão retornar ao refúgio e continuar do ponto de onde morreram. Se as Flames of Hope terminarem e Ash morrer, o jogo irá começar do zero e perderão tudo o que já tinham feito. Por cada vez que Ash morrer, o inventário pode ser aumentado.

CONCLUSÃO

O design dos monstros está bastante bom, a ideia do craft por toda a parte desde que se tenha recursos é muito boa, porque não se perde tempo a ir a uma “máquina” como em muitos RPG de crafting. Não aparenta ter um objetivo de jogo final e tem pouquíssimas indicações do que fazer durante o jogo o que dificulta imenso o jogo, em demasia se me é permitido dizer, tornando-o desgastante. Safa um bocado o jogo quando se consegue os companheiros e jogamos com amigos.

Há vários bugs no trenó, a paisagem em si foi um bocado desleixada, a câmara atrofia imenso o jogador, o cenário é pobre de certo modo, o hitbox dos NPC’s tem muito que se lhe diga. Sobre a linguagem, se o jogo não reconhecer a língua da Xbox (como por exemplo português), mete por defeito em alemão, tendo que obrigatoriamente por a Xbox em inglês para aparecer todo o jogo em inglês.

Fade of Silence foi, para mim, um jogo que poderia ter sido muito mais trabalhado, como muitos eurojanks, mas peca imenso na sua qualidade e bugs atrás de bugs. A história de Ash e o conceito são interessantes de facto, mas a realização foi muito “preguiçosa”.

RESUMO

Prós
• Design dos inimigos;
• Poder substituir NPC’s por amigos.

Contras
• Cenários muito monótonos;
• Objetivos de jogo não especificados e sem ajudas;
• Bugs visuais;
• Défice nas linguagens;
• Monotonia do jogo;
Hit Box com Bugs.

Pontuação final: 4.5/10

A equipa do Xbox PT Dummies agradece à THQ Nordic e Dead Good Media pelo envio do código do jogo para a realização desta review.

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