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Review – Devil May Cry 5 – 9/10

Reviews Xbox One Xbox One X

DATA DE LANÇAMENTO 8 de Março de 2019 
ESTÚDIO
Capcom
EDITORA Capcom
SINGLE-PLAYER ✅
MULTIPLAYER ✅

CO-OP ONLINE ✅
CO-OP LOCAL ❌

DLC ❌
CATEGORIA Acção, Aventura, Hack & Slash, Shooter
PREÇO 59,99€ | 69,99€
PLATAFORMA ONDE FOI JOGADO Xbox One X
OPTIMIZAÇÕES PARA A XBOX ONE X 4K, HDR10, Xbox One X Enhanced
SITE OFICIAL

por Tiago Ruão
IOverdoneCrownI

Devil May Cry 5 é o novo jogo desta saga lendária, a série pela qual estavam todos à espera, voltando ao seu melhor estilo de sempre. A história de Nero e Dante continua neste novo capítulo, enfrentando novas ameaças e trazendo alguns momentos tensos no jogo. Se são novos na saga ou se já nem se lembram da história dos jogos anteriores, não se preocupem. O jogo tem, no menu, uma apresentação na qual podemos ver a história completa por ordem cronológica, intitulado de “História de Devil May Cry”.

O jogo é um dos mais esperados deste ano e os fãs já pediam um novo há bastante tempo, tanto que a sua revelação na conferência da Microsoft na E3 2018 foi dos momentos mais altos do evento. Os fãs desejavam um novo DMC que os surpreendesse e envolvesse, com um grafismo fabuloso e uma jogabilidade fantástica possível graças à tecnologia actual. Pois é, Devil May Cry 5 é tudo isso mesmo!

Desde a última E3 que, depois da conferência da Microsoft, o pudemos experimentar. Tive essa sorte de poder ir e experimentar a demo na E3, a demo na Lisboa Games Week e, claro, as demos na Xbox One. Desde Junho que vi que a Capcom não estava para brincadeiras nem com paninhos quentes neste jogo.

O grafismo fenomenal e a luz do jogo torna este hack and slash e shooter fantástico e muito atractivo de se ver, especialmente graças ao poder da Xbox One X, onde joguei em 4K com HDR, e está simplesmente brutal. Não vi qualquer downgrade no jogo, o que é excelente.

A banda sonora é simplesmente genial, numa mistura de rock ‘n roll, gótico e heavy metal que faz-nos lembrar de como é um jogo DMC, a cortar os demónios às postas. Cada personagem tem a sua trilha sonora. Quando jogas com o Nero tens uma música rock ‘n roll cheia de ritmo. Com a nova personagem misteriosa “V”, é um estilo mais gótico, acompanhando o seu aspecto visual, mas cheio de pinta. Com o Dante, aí o caso é outro, é aquilo que os fãs estão acostumados: um heavy metal bem pesado e cheio de ritmo enquanto esquartejamos os demónios.

O jogo tem bom desempenho perante as personagens e a jogabilidade, sem qualquer atraso nos framerates, super fluído, o que é muito importante num jogo deste género. Os diálogos são brutais sejam eles entre V, Nero e Dante, ou até mesmo com a Nico (fica aqui já esclarecido que Nero não suporta o cheio a tabaco…).

O jogo tem uma grande variedade de armas, como por exemplo o Nero, para além da Blue Rose (revólver) e a Red Queen (espada) e outros, tens as chamadas Devil Breakers, que são braços mecânicos com habilidades especiais, pois, como a maioria dos fãs que acompanharam o jogo desde o seu anunciar devem ter reparado, Nero não tem o seu braço direito. Por isso, ele terá de usar esses braços mecânicos feitos por Nico, e posso dizer desde já que são uma obra prima, pois irão facilitar-te a vida, embora não muito. Cada braço tem as suas habilidades especiais e são ao todo 8 braços, com mais 4 incluídos na Deluxe Edition, nomeadamente a Mega Buster.

O novo personagem, V, não luta propriamente corpo-a-corpo. Ele utiliza 3 criaturas para o ajudar, criaturas essas que, no fundo, nasceram dos pesadelos dele. Essas são o Grifo, um corvo que o ajuda na luta de longe e o leva para longe de combate, ou seja, é um suporte e ainda para mais uma gralha, que não se cala nem por nada. A Sombra é uma pantera negra que não fala e luta corpo-a-corpo quase como se fosse uma espada. Por fim, quando tens o teu poder demoníaco activado, podes chamar a 3ª personagem, um Golem gigante cheio de poder que poderás controlar um pouco quando evoluíres a skill dele.

Por fim, o Dante… Dante não precisa de introduções. Tem um grande leque de armas, sejam elas armas de fogo ou armas de corpo-a-corpo, e os seus estilos de combate já conhecidos estão presentes no jogo.

Enquanto combates com qualquer personagem, poderás fazer um número infinito de combos e alterares a arma a meio deles, embora Dante seja o personagem com mais poder de combo.

Durante o jogo não se esqueçam de saquear quaisquer orbs que encontrem, pois qualquer uma conta, e explorem cada canto do jogo, pois com isso podem achar itens escondidos como orbs azuis ou roxas, e até mesmo missões secretas como estamos habituados a fazer.

Com isto, não se preocupem com a história, pois tem um enredo bem certeiro desde o começo até ao final, deixando umas suspeitas desde o início que serão confirmadas (ou não) no final do jogo. A história não é propriamente linear, fazendo o jogador saltar entre tempos diferentes na mesma cronologia, mas no fim tudo encaixa perfeitamente. Quando terminares o jogo, desbloqueias outro modo de dificuldade. No começo, podes escolher fácil ou normal e depois tens acesso ao modo Son of Sparda, onde cada inimigo novo que apareça e tu matas, o jogo tira uma fotografia de como ele morreu.

Quem comprar a Deluxe Edition do jogo poderá escolher se vêm as cutscenes do jogo normal ou de como ele foi planeado, nos bastidores. E acreditem, é uma paródia ver como o jogo foi feito. Mas é algo que talvez fizesse mais sentido ver em separado ou até com as cenas em comparação, em vez de as inserir no meio do jogo. Num momento estamos a derrotar demónios, com banda sonora brutal, com gráficos únicos, noutro estamos a ver pessoas a representar as cutscenes de formas engraçadas que cortam o ambiente da história. Seja como for, talvez não seja boa ideia activarem as cutscenes dos bastidores na vossa primeira experiência.

Com tudo isto o jogo seria um 10/10, sem dúvida , mas existe sempre um mas… Encontrei algo que pode ser chato, mas é o que acontece sempre em todos os jogos de género, que é ao mudar o target de quem queremos atacar, por vezes não muda para quem queremos ou muda sozinho para quem está mais longe e não mais perto. Isto não chegou para não dar nota máxima.

O que retira algum do valor é que o jogo supostamente tem multiplayer e co-op, o que é verdade e não é verdade ao mesmo tempo, ou seja, tu até podes convidar um amigo para jogares ao jogo mas ele nunca irá estar contigo a lutar na mesma zona. Por exemplo, numa missão, enquanto estás a lutar, podes ver V ao fundo a lutar também. Aí pode ser o teu amigo que convidaste a jogar, mas na perspectiva de V, quando não chamas ninguém e aparece alguém no lado esquerdo do ecrã a meio, está lá a gamertag da pessoa. No final da missão, podes atribuir uma pontuação ao jogador ou não, mediante se jogou bem ou mal, mas também não sabemos a maior parte das vezes, pois na mesma missão mal vês a pessoa.

Já o multiplayer é a mesma coisa, em vez de aparecer uma gamertag podem aparecer mais e com o mesmo sistema. Ou seja, podem estar até 8 pessoas no mesmo local a lutar contra o mesmo boss, mas cada um no seu ecrã, sem haver interferência entre os jogos de cada um. Cada um está a lutar a sua própria batalha com a indicação de mais 1 a 7 pessoas a fazer o mesmo naquele local. Não há, simplesmente, cooperação. Não há, realmente, multiplayer.

Não ligando a estes factores, o jogo está simplesmente divinal. Com eles, perde valor. De resto, não achei qualquer bug seja ele visual ou não, nem nenhum freeze, coisa que tem acontecido frequentemente com alguns jogos recentes. Devil May Cry 5 entrega aos fãs o que desejavam e deverão estar ansiosos por um próximo, como eu fiquei.

RESUMO

Prós
• Gráficos fabulosos.
• Variação de inimigos, armas e cenários.
• As legendas em Português, apesar de PT-BR estão, como chegam a dizer “fodásticas”.
• A história está fantástica e envolvente.
• A trilha sonora é simplesmente brutal, entre rock ‘n roll, gótico e heavy metal.
• O jogo tem uma fluidez impressionante e uma jogabilidade tremenda.
• 3 personagens jogáveis.

Contras
• Sistema de lock-on por vezes falha um pouco quando os inimigos estão muito juntos de ti.
• Co-op que na verdade não é co-op.
• Multiplayer que na verdade não é multiplayer.

Pontuação final: 9/10

Tudo o que os fãs esperavam e mais está em Devil May Cry 5, um dos melhores jogos da saga.

A equipa do Xbox PT Dummies agradece à Capcom e Ecoplay pelo envio do código do jogo para a realização desta review.

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