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Review – Control – 8.5/10

Reviews Xbox One Xbox One X

DATA DE LANÇAMENTO 27 de Agosto de 2019
ESTÚDIO
Remedy Entertainment
EDITORA 505 Games
SINGLE-PLAYER  ✅
MULTIPLAYER ONLINE
MULTIPLAYER LOCAL
CO-OP ONLINE
CO-OP LOCAL

CATEGORIA Acção, Aventura, Shooter, TPS
PREÇO 59,99€
PLATAFORMA ONDE FOI JOGADO Xbox One X
OPTIMIZAÇÕES PARA A XBOX ONE X Xbox One X Enhanced
SITE OFICIAL

por Catarina Ferreira
CATpt93TAC

Poderão ver o nosso gameplay do jogo AQUI.

Finalmente chegou até nós o projecto da Remedy que tinha como código o nome P7 (código esse que, com o tempo, se descobre o seu significado) durante uns bons tempos. O que muitos esperavam ser um novo Alan Wake ou um Quantum Break 2, tornou-se um novo IP que, na verdade, não difere muito dos estilos dos dois universos mais amados que colocam a Remedy Entertainment no actual pedestal. Eis que agora ficamos a saber se a paixão dos fãs será também bem entregue a Control, o mais recente mundo que grita Remedy por todos os lados, com o seu mistério, sobrenatural, visuais e jogabilidade, sendo que estas duas últimas lembram bastante o último lançamento, Quantum Break.

Era giro se o “centro de operações” tivesse mais actividade.

Em Control a história parece ser outra. Numa narrativa construída de forma bastante confusa e que deixa mais perguntas do que respostas, encontramo-nos na sede do Federal Bureau of Control, em Nova Iorque, uma agência secreta dos EUA que tem a responsabilidade de detectar actividades paranormais, contê-las e investigá-las. Tomamos o papel de Jesse Faden, uma vítima de um evento paranormal que procura respostas pessoais e o paradeiro do seu irmão Dylan, que desapareceu misteriosamente após esse incidente.

A sucessão de acontecimentos logo no começo é rápida e nada fácil de acompanhar sem atenção. Ao entrar no edifício, quase imediatamente, o director actual é encontrado morto e sucede-se, nada mais nada menos que a própria Jesse. Ao tomar o lugar de Director, Jesse usa a Service Weapon, um objecto de poder que funciona como uma arma de fogo mas alimentada por energia, não balas, e que pode tomar diferentes formas que se vai desbloqueando ao longo do tempo, ou até aprimorá-las com upgrades que se vai encontrando.

Quais serão os segredos obscuros que a agência esconde nos cantos mais profundos?

O edifício onde a história se desenrola funciona como mundo-aberto. Vamos percorrendo os diferentes pisos e desbloqueando os vários pontos de fast travel. O problema é que o edifício e o pessoal se encontram quase que assombrados. Uma força sobrenatural conhecida como Hiss parece ter possuído os agentes sem HRAs (Hedron Resonance Amplifiers, uns dispositivos criados para proteger os trabalhadores da Bureau). O próprio edifício parece desafiar as leis da física, e outros objectos de poder foram também aprisionados por esta força. Cada ponto de fast travel acaba por ser quase um ponto de conquista. Jesse tem uma resiliência incrível face à Hiss, podendo recuperar espaços controlados por esta presença sobrenatural e tentar que o pequeno mundo dentro daquelas paredes se torne um pouco mais normal. Ela tem formas de recuperar os objectos de poder e ganhar poderes para si mesma, alternando entre o mundo como o conhecemos e o outro plano, que parece querer embrenhar-se em todo o lado.

Nada para ver aqui…

O problema em Control é que tanto a parte visual como a narrativa não têm uma única linha que nos faça perceber o que é real e o que não é. Uma mistura de Stranger Things, Matrix e Quantum Break e todos os filmes, séries e jogos que vos possam ocorrer que fizeram um nó no vosso cérebro. Há um conjunto de novos termos num Universo único que nos são atirados à cara sem grande introdução. Claro que para temáticas do género, nunca será fácil compreender tudo por completo, mas um começo e seguinte desenvolvimento em que quanto mais achamos que percebemos alguma coisa, mais nos apercebemos que não entendemos nada, poderá afastar os jogadores mais casuais, que acabam por pegar mais no jogo pela sua jogabilidade que nos remete bastante a Quantum Break. Uma jogabilidade que, por si só, também não é nada fácil e por vezes desequilibrada.

Embora confusos, há que tirar o chapéu pelos visuais incríveis criados em Control.

Além da nossa Service Weapon, que pode tomar formas diferentes (mais explosiva, mais furtiva, entre outros), Jesse vai conquistando novos poderes, como agarrar objectos e atirá-los aos agentes possuídos pela Hiss, criar um escudo de protecção ou até pairar no ar. Seria de esperar que a jogabilidade apresentasse bastantes vertentes a explorar, acabando por criar diferentes tácticas possíveis para todos os gostos e feitios, mas não foi essa a impressão que Control me deixou. Só dá para ter activas duas formas da Service Weapon, trocando entre elas como se de duas armas distintas se tratassem. Quando nos vemos rodeados de inimigos que não esperávamos e queremos experimentar uma das outras 3 especialidades, a troca torna-se difícil e cansativa, obrigando-nos a escolher apenas 2 armas favoritas e andar quase sempre com as mesmas.

Depois, nem os super poderes nos ajudam muito. Primeiro, alguns só se tornam realmente eficazes uma vez que conseguimos melhorá-los. Ao fim de contas, dei por mim a utilizar apenas a habilidade de atirar com objectos para cima dos inimigos, alternando entre isso e a Service Weapon, pois enquanto recarregava um, utilizava o outro. O escudo não é propriamente a coisa mais jeitosa e acreditem que pairar no ar e disparar, não é nada fácil, além de nos deixar à mercê de tudo e todos.

Até pode parecer glamoroso, mas não é nada prático…

Tudo isto, juntando aos inimigos que são tão difíceis no começo como o serão no fim, independentemente da sua força ou habilidades. Depois, há um problema muito grande. Para ganhares vida tens que matar inimigos, que deixam no chão alguns itens para melhorar atributos, e umas peças azuis que, se passares por cima, te preenchem a barra de vida. O pesadelo acontece quando estás sem vida, passas numa sala qualquer e os inimigos fazem spawn, atirando com balas, rockets ou granadas e ameaçam acabar contigo por ali. Alguns bosses, inclusive, serão um bom pesadelo…

O jogo não tem propriamente falhas graves, mas sim um conjunto de quês aqui e ali que deviam ter sido melhor pensados ou trabalhados. Entre outros, algumas das coisas que irritam passam pelo mundo-aberto, quando as indicações que nos são dadas não fornecem grande pista, e uma pessoa tem quase que seguir um palpite e ir explorando até perceber onde raios fica a zona para onde tem de ir. Depois, o mapa também é complicado de ler. Mesmo nos diferentes pisos existem zonas mais baixas e mais altas, e por vezes torna-se uma confusão saber qual o Control Point a utilizar para fazer fast travel. Acabamos por andar às voltas desnecessariamente.

Ficamos com mais perguntas do que respostas. Onde é que Control se encaixa?

Independentemente disso, o jogo é bastante longo e cheio de conteúdo para explorar e provavelmente um dos raros jogos que contém pistas ou easter eggs nos coleccionáveis que os fãs vão querer ver, nomeadamente de outros jogos da Remedy. Tem visuais e mecânicas bem conseguidos, embora pouca exploração nos personagens, mesmo da principal, e uma sucessão de acontecimentos e a forma como se conta a história bastante confusos.

Contudo, nada tem piada sem mistério, e ao continuar, mesmo após a história principal, as peças vão encaixando e sempre se pode consultar as wikipédias online para perceber mesmo tudo. Parece, no entanto, que a Remedy tem ainda muito a explorar e, sobretudo, explicar. Especialmente, se há algum propósito em comum para os seus misteriosos jogos…

RESUMO

Prós
• Universo novo interessante
• Visuais limpos e bem conseguidos
• Mundo-aberto
• Missões secundárias

Contras
• Narrativa mal apresentada
• Pouca versatilidade no combate

Pontuação final: 8.5/10

Um jogo a não perder, especialmente para fãs de Alan Wake e/ou Quantum Break. Mas a Remedy tem que continuar a subir a parada e arriscar mais.

A equipa do Xbox PT Dummies agradece à 505 Games pelo envio do código do jogo para a realização desta review.

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Fundadora do projecto Xbox PT Dummies, Escritora, Reviewer e Designer

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