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Review – Beat Cop – 9/10

Indie Reviews Xbox One Xbox One S Xbox One X

DATA DE LANÇAMENTO 5 de Março de 2019 
ESTÚDIO
11 bit studios
EDITORA 11 bit studios
SINGLE-PLAYER ✅
MULTIPLAYER ❌

CO-OP ONLINE ❌
CO-OP LOCAL ❌

DLC ❌
CATEGORIA Ação, Aventura, Comédia
PREÇO 14,99€
PLATAFORMA ONDE FOI JOGADO Xbox One X
OPTIMIZAÇÕES PARA A XBOX ONE X
SITE OFICIAL

por Hugo Urbano
Kaizord

Beat Cop – Cumprir a lei… Uma multa de cada vez! Ou não.

Olá! Hoje trago-vos a review de Beat Cop! Um jogo de aventura e ação protagonizado nos anos 80′ com um estilo gráfico retro, mas muito apelativo e muito… muito humor! Se como eu viam todos os fins de semana a série televisiva Academia de Polícia na RTP ou gostava só dos shows policiais dos anos 80′, Beat Cop é nada mais nada menos que uma homenagem a esses shows

De seu nome Jack Kelly, o nosso antigo detective vê-se incriminado por um homicídio que não cometeu e além de perder a sua carreira perde a sua família e honra. Mas temos agora a nossa última oportunidade para provar que estamos inocentes e recuperar o que perdemos! O problema é que o nosso novo chefe odeia-nos, temos que enviar uma pensão para a nossa ex-mulher e como se não bastasse a Máfia local quer nos desfazer em picadinho para fazer almôndegas no seu restaurante italiano. Certamente a vida de Jack não está fácil e as coisas estão complicadas em Brooklyn, mas com calma, muitas multas de estacionamento e alguns subornos a mais dos quais quero admitir… Vamos tentar solucionar este problema! Ou não? Afinal somos só um Beat Cop.

Beat Cop Console Edition

(Após sermos despromovidos de Detectives para Beat Cop, é aqui que começa a nossa nova vida e aventura. Esquadra 69. A melhor da cidade e o nosso chefe não está para brincadeiras!)

Beat Cop começa de certa forma lento, ainda confusos de como vamos solucionar o nosso problema, saímos para a rua com um objectivo pequeno de algumas multas de estacionamento só para nos ambientarmos ao local e dar-mo-nos a conhecer à vizinhança com a ajuda do nosso “amigo” e polícia Fat Mike.

Em Beat Cop o nosso tempo é limitado (podem consultar a hora atual no vosso excelente relógio de pulso!), começamos o turno às 8:00 da manhã e acabamos às 18:00 da tarde e dentro deste horário somos livres de fazer literalmente o que quisermos, apesar de termos sempre a nossa cota diária de multas a passar… Que podemos também não a cumprir! O chefe certamente irá ficar chateado e vocês não querem ver este senhor chateado… Confiem em mim.

Além das multas que podem ser de estacionamento, faróis partidos, pneus gastos ou uma combinação entre os três cada dia em Beat Cop é completamente diferente do anterior, tudo o que o jogador fizer num dia irá ter repercussões quer na personalidade das pessoas, das três facções envolvidas naquela vizinhança e nas missões secundárias que podem ou não fazer. Se o jogador quiser travar uma amizade de longa duração com a Máfia e fechar os olhos quando eles vão extorquir dinheiro à senhora dos donuts, podem fazê-lo e certamente serão recompensados!

Os mafiosos de Beat Cop são meio como os Lannister em Game of Thrones, pagam sempre as suas dívidas! Ou então podem preferir o lado oposto e ajudar o gangue local, “The Crew”, que é dono do negócio mais limpo e legal do bairro, uma casa de penhores! Completamente legítima! Finalmente se o jogador preferir, pode ser completamente neutro a ambas as facções e só cumprir o seu dever como polícia.

As possibilidades e escolhas são imensas, escolham o vosso caminho e vejam onde ele vos irá levar! No final de cada turno, voltam à esquadra 69 (a melhor da cidade) para receberem um report e feedback do vosso desempenho, o vosso ordenado diário de cinquenta dólares e uma palmadinha nas costas. No dia seguinte, voltamos às ruas para descobrirmos mais pistas para nos ilibar ou então sermos só chatos e passarmos uma multa de estacionamento no segundo em que o parquímetro expire (se o dono do carro vos abordar… podem também aceitar um suborno! Com cinco subornos ganham o mesmo que dois dias de trabalho!! Não que eu esteja a dizer para serem polícias corruptos! Por isso é que isto está entre parênteses).

(Além de terem várias opções para pesquisar pistas em Beat Cop, todo o cenário é rico e com muito humor. Aliás, quem comprar uma Mega Box de Donuts tem direito a um bypass para o coração! Genial…)

A jogabilidade de Beat Cop é extremamente simples. As nossas funções resumem-se a passar multas, inspecionar carros/pessoas, prender (ou não) assaltantes e falarmos com os habitantes de Brooklyn. Um dos pontos mais positivos da versão de consola de Beat Cop é que tiveram atenção à disposição do user interfance em relação com o comando o jogador! Por exemplo, para acedermos ao nosso rádio temos que carregar no botão LB que está posicionado à esquerda no user interface, já as algemas e pistola (mais à direita) usamos respectivamente o RB e RT. Um pequeno detalhe que me deixou agradavelmente surpreso e que permitiu uma maior imersão na cidade de Beat Cop.

Aqui, infelizmente, foi onde também apareceu um dos únicos e o ponto menos positivo em Beat Cop. No nosso bloco de notas, onde temos apontado o que temos que fazer no nosso turno, algumas vezes (mais do que deveria ser suposto) o fraseamento dos objetivos é fraco e deixa dúvidas ao que temos que realmente fazer ou onde estar a determinada hora, contudo o mapa é pequeno suficiente para acabarmos por descobrir na mesma o que nos pedem, mas em algumas situações em que são pessoas ou carros que temos que descobrir torna-se muito, muito mais difícil acabando por ser frustrante falhar esse objetivo.

Outro ponto a favor de Beat Cop é definitivamente a sua banda sonora. Estilo retro mas muito bem desenvolvida e adaptada aos shows policiais e ao estilo de música que se ouvia nos anos 80′ em Nova Iorque, agrega ainda pequenos detalhes como ao deslocarem-se com Jack Kelly perto de uma boombox podem ouvir a sua música muito mais alto que qualquer outro som, mais uma vez ajudando à experiência e imersão de nos sentirmos como um herói polícia, às vezes nada simpático, dos anos 80′.

(Se ganharem reputação suficiente com as pessoas da vizinhança podem receber as mais variadas missões… Matar (ou não) uma barata gigante falante que nos implora para parar e que promete que não irá fazer o seu cocó nas nossas pipocas. A escolha é vossa… Não confiei nesta barata. Só prometeu nas pipocas… E o resto?)

Em termos de conteúdo o jogo oferece vinte e um dias de turnos (das 8:00 às 18:00) para que consigam descobrir quem quis incriminar Jack Kelly e resolver toda esta confusão (ou não resolver!). Poderá parecer pouco à primeira vista sendo que cada turno oferece cerca de 15-20 minutos de jogo, mas dependendo de como agem, que caminhos escolhem, com quem falam, quem multam, quem rebocam o carro justa ou injustamente (alguns amiguinhos da Máfia poderão querer lugar livre às 16:00 e uma polícia não vive só com 50$, não que eu per se seja amiguinho da Máfia! Sou um polícia de respeito! Jack Kelly!!) ou até quem escolhem ignorar ajudar Beat Cop oferece uma experiência completamente nova e diferente a cada jogador, sendo que podem viver diversos finais. Para vos ajudar e não terem que começar um jogo todo de novo (apesar de eu vos aconselhar a fazerem-no!), podem usar uma cassete presente no menu inicial e jogar novamente um dia específico do vosso último checkpoint e tentar abordar as variadas situações de maneira diferente, resultando noutro final ou playthrough diferente.

Beat Cop Console Edition

(Acima de tudo, divirtam-se! Uma das premissas de Beat Cop é não levarmos nada demasiado a sério! Mesmo deixarmos escapar um traficante de pornografia.)

Acima de tudo… Divirtam-se! Beat Cop fala de temas sérios com humor negro, mas a premissa do jogo é mesmo essa, não levarmos coisas demasiado a sério, relaxarmos e divertirmo-nos! Quer sejam um polícia corrupto ou um polícia certinho… Sejam o Jack Kelly que se imaginariam a ser na vossa série policial favorita dos anos 80′. Esperem muitas piadas, muitas referências a outros ícones de cultura popular dos anos 80′-90′ e muitas horas de diversão num jogo de pixel art visualmente muito agradável, personagens memoráveis, banda sonora super bem adaptada e uma personagem principal icónica!

Beat Cop é sem dúvida um dos melhores indies que já joguei em consola, quer a nível técnico quer a nível de escrita. Se procuram uma aventura diferente do habitual e prender ladrões de pornografia, encontram aqui o jogo ideal!

RESUMO

Prós
• Ambiente frenético e visualmente apelativo de uma vizinhança Nova Iorquina em 1987
• Banda sonora bem alinhada com a ação e ambiente em Nova Iorque
• Controlos muito bem adaptados a consola

• Personagens e elenco muito diverso, cada um com as suas personalidades e problemas
• História simples que remonta aos shows policias dos anos 80′
• História não linear permite ao jogador ser um Beat Cop à sua maneira e viver diversos finais
• Grafismo em pixel art muito apelativo.
• Humor sempre presente e inúmeras referencias a outros filmes/séries dos anos 80′-90′


Contras
• Algumas instruções no bloco de notas não são claras, devido ao seu fraseamento, dificultando ainda mais a vida de um Beat Cop.

Pontuação final: 9/10

Um jogo de aventura que remonta para os shows policiais dos anos 80′, com uma história (não linear) muito engraçada, um elenco cheio de humor, jogabilidade simples e muito bem adaptada a consola. Um indie com excelente qualidade quer a nível técnico quer a nível de conteúdo.

A equipa do Xbox PT Dummies agradece à 11 bit studios pelo envio do código do jogo para a realização desta review.

5/5 (2)

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