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Review – Almost There: The Platformer – 7/10

Reviews Xbox One Xbox One X
DATA DE LANÇAMENTO 19/02/2019
DESENVOLVIDO POR Bony Yousuf
EDITORA The Quantum Astrophysicists Guild
SINGLE-PLAYER ✅
MULTIPLAYER ❌

CO-OP ONLINE ❌
CO-OP LOCAL ❌

DLC ❌
CATEGORIA Plataforma, Puzzle
PREÇO 9,99€
PLATAFORMA ONDE FOI JOGADO Xbox One
OPTIMIZAÇÕES PARA A XBOX ONE X 4K Ultra HD, HDR10

por Nuno Soares
NhexTurtle

Sabem aquelas sexta-feiras à noite, quando saem de um banho e vestem o pijama porque já têm quase trinta anos e ir para o Urban é para a juventude? Normalmente, nessas sextas-feiras não sabem bem o que fazer do vosso serão. Por vezes vêm os mesmo filmes ou séries, outras vezes jogam um qualquer shooter multiplayer famoso com os vossos amigos. Mas há aquelas vezes em que queremos fazer algo mais introspectivo e é para essas vezes que temos jogos como Almost There: The Platformer.

A premissa é simples, um platformer de aspeto simplista, como já vimos em casos como Super Meat Boy, ou Cluster Truck, que esconde um enorme potencial de desafiar a nossa capacidade e destreza. No jogo somos um quadrado, que tem que ultrapassar uma série de níveis para apanhar uma pedra preciosa no final. O dito quadrado tem uma fita na cabeça para garantir toda a sua personalidade. Pode não parecer mas faz toda a diferença e deixamos de olhar para uma figura geométrica e passamos a olhar para um personagem. Primeiro ponto a favor, atenção ao detalhe num ambiente simplista.

O jogo divide-se em três mundos, com um total de 155 níveis espalhados por diferentes tiers. Os tiers de cada mundo são importantes, porque são um indicador de aumento da dificuldade de cada conjunto de níveis. A variedade é importante e é garantida pela temática de cada mundo. No primeiro mundo encontramos a combinação de picos e lasers, no segundo mundo plataformas destrutíveis e serras mortíferas, no terceiro mundo armas inteligentes que disparam lasers e rockets. Vocês sabem, o normal na vida de um quadrado.

Graficamente simplista, podemos ver aqui também alguma atenção ao detalhe, com níveis simples mas esteticamente cuidados, com cores, sombras e ambiente. Não há muito mais para avaliar neste campo, os gráficos cumprem o seu propósito para o tipo de jogo apresentado. No campo do som não há nenhuma nota de relevo, o que não é propriamente mau para um jogo onde se requer concentração. Melhor ainda liguem o spotify e oiçam as vossas músicas favoritas, comam uns snacks e bebam qualquer coisa, afinal é sexta-feira.

Onde o jogo é surpreendentemente cuidado, é onde mais interessa. Os controlos são genialmente responsivos e em nenhum momento senti que o jogo fosse o culpado pelos meus falhanços. A tentativa erro faz parte de um platformer deste tipo e só se torna frustrante se nos fizer sentir que não conseguimos atingir o objetivo. Em nenhum momento senti isso enquanto joguei Almost There: The Platformer.

Numa nota final, o jogo foi desenvolvido por uma única pessoa. Isto prova que não precisamos de equipas de centenas de programadores e artistas para criar um videojogo. Com as ferramentas de produção de jogos e conteúdos cada vez mais acessíveis, os génios individuais conseguem sobressair-se nesta indústria saturada.

Prós
Níveis bem pensados e justos com o jogador
• Controlos muito responsivos 

Contras
Dar um background a este super quadrado seria simpático
• Tem potencial para Couch Multiplayer que não está implementado à data de hoje

Pontuação final: 7/10

Um jogo que nos ajuda a sair de crises existenciais. Se gostam de platformers desafiantes, não vos vai desapontar.

A equipa do Xbox PT Dummies agradece à The Quantum Astrophysicists Guild pelo envio do código do jogo para a realização desta review.

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