Preview – Etherborn

Catarina Ferreira

DATA DE LANÇAMENTO A Anunciar
ESTÚDIO
Altered Matter
EDITORA Altered Matter
SINGLE-PLAYER  ✅
MULTIPLAYER ONLINE
MULTIPLAYER LOCAL
CO-OP ONLINE 
CO-OP LOCAL

DLC

CATEGORIA Aventura, Indie, Plataformas, Puzzle
PREÇO A Anunciar
PLATAFORMA ONDE FOI JOGADO PC
OPTIMIZAÇÕES PARA A XBOX ONE X A Anunciar
SITE OFICIAL

por Catarina Ferreira
CATpt93TAC

Quando vi o trailer deste jogo pela primeira vez, chamou-me logo a atenção e, embora por vezes tenhamos tanto trabalho que algumas coisas acabam por cair no esquecimento, até me senti mal ter-nos sido dada a oportunidade de jogar algumas horas de Etherborn sem termos chegado a escrever a notícia de anúncio que ficou pendurada entre tantas outras.

No trailer e em alguns artigos podemos ver que o estúdio Altered Matter nos desafia a “repensar a gravidade”. Bom, posso desde já concluir que o jogo faz-me repensar a minha existência, a minha capacidade mental, o meu estado psicológico e como vim parar a isto e oferecer-me para testar a beta do jogo.

Não me interpretem mal. Tudo isto que eu disse acima é, na verdade, óptimo! É fantástico ser-se desafiado de formas puxadas. A preview a que tive acesso apenas permite fazer meia dúzia de puzzles, mas se isto é apenas uma ponta do que o jogo completo terá para oferecer, irei certamente arranjar muitos mais motivos para sentir que o meu cérebro fica completamente enrolado em papa. Sempre fui fã de puzzles, desde as peças que se une à mão, a desafios incríveis apenas possíveis graças a videojogos. Este é um deles. Em Etherborn o verdadeiro desafio está em percorrer áreas 3D onde a gravidade muda consoante a posição em que estamos. E é nestas trocas que sentimos a nossa bússola interna a avariar e a cabeça a ficar baralhada.

Alguém pronto para um “Leap of Faith”? O coração bate mais depressa com isto. Que impressão!

Etherborn é, portanto, um jogo com puzzles que são feitos pelo próprio ambiente de plataformas onde a gravidade será o elemento chave. Cada uma das 6 faces de um cubo representaria 6 pontos diferentes onde a gravidade actua. Mas em Etherborn não contamos com algo tão simples como um cubo. Isto foi apenas uma forma de explicar, pois as formas são bem mais complexas. Só podemos mudar de face quando estas encurvam para uma outra e é em evitar a queda para o abismo do plano em que estamos que reside o verdadeiro desafio.

Aqui, devo dizer, que o jogo está praticamente perfeito, até agora. Fora um ou outro plano que muda a câmara de forma um pouco estranha, o movimento do nosso personagem desconhecido é fluído e acompanhado de forma simples mas praticamente perfeita pela câmara com que o observamos. Na verdade, apenas lamento não ter uma melhor perspectiva livre quando parada a mexer o analógico direito para tentar ver ângulos mortos.

Os puzzles são bastante desafiantes porque teremos que descobrir como contornar os pontos essenciais para mudar de face para alcançar pequenas chaves que servirão para desbloquear o caminho a seguir e completar cada fase. Um simples mapa pode deixar-nos perdidos por meia hora. Temos que quase decorar todas as particularidades de cada uma das faces e tentar perceber em que ponto nos encontramos e para que lado nos podemos virar, se saltando para outro ponto que tenha a mesma força gravitacional, se utilizando as curvas para passar para uma face perpendicular.

E é aqui que trocamos de “dimensão”, para uma nova gravidade.

Ainda é incerto qual o motivo para resolver os puzzles. De acordo com a sinopse e com o que pude ver, somos um corpo sem voz que lembra a anatomia humana, branco transparente com o que parece ser um sistema nervoso misturado com alguma estrutura óssea, coração e pulmões no seu interior. Somos logo guiados por uma voz sem sabermos de quem ou do que é, nem sabemos ao certo o que estamos ali a fazer nem porquê. O objectivo será resolver os puzzles para passarmos as várias fases até chegar a esta voz estranha para compreender a nossa própria existência.

Seja qual for a resposta que se encontrará no final, o ambiente do jogo está bem conseguido e não me custará nada percorrer mais puzzles. A parte gráfica está impecável, até ver, com um aspecto bastante minimalista sem se precaver de detalhes simples. Provavelmente a aposta mais inteligente, dado que gráficos e atmosfera visual complexos iriam dificultar a jogabilidade que já preenche essa lacuna. É esteticamente apelativo e refrescante. Gostei também da forma como os comandos são introduzidos, de forma clara e subtil à medida que vamos dando os nossos primeiros passos. A música inicial não me convenceu muito, mas tornou-se melhor com o tempo. Mesmo assim, espero ficar convencida do contrário quando o jogo completo ficar disponível.

Subtil mas genial.

Etherborn ainda não tem data de lançamento anunciada e sinceramente espero que não falte muito para poder jogar a versão final. A versão Demo dá acesso a 2 níveis, no fundo, e se pelo menos o 2º me atrofiou a cabeça, nem quero pensar no estado vegetal em que ficarei quando jogar a versão final. Sim, quando, porque vou definitivamente ter que arranjar isto! Se não for por review, que seja por compra! Pelo menos já fico feliz por dar o meu parecer sobre este jogo e penso que tem tudo para vingar na indústria, mesmo que pequeno em comparação com tantos outros. É, sem dúvida, promissor e fico a aguardar o resto!

A equipa do Xbox PT Dummies agradece à Wire Tap Media pelo envio do código do jogo para a realização desta preview.

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