Exclusivos da Microsoft serão cross-gen no primeiro ano da Xbox Series X

Catarina Ferreira

A nova geração está à porta. É já no final deste ano que teremos a antecipada Xbox Series X à venda. Ainda sem sabermos preços, especificações completas nem o que será lançado com a consola para além de Halo Infinite, o facto de podermos jogar todos os jogos da Xbox One e jogos retrocompatíveis da Xbox 360 e a Xbox original na Series X, assim como utilizar os nossos acessórios na nova consola, é uma ideia que agrada provavelmente qualquer um. Mas e quanto saírem os jogos na nova consola? Teremos que dar o salto?

De acordo com Matt Booty, chefe dos Xbox Game Studios, a Microsoft vai acabar com a separação repentina entre gerações. Não terão que se perguntar mais se Halo Infinite terá apenas versão na Xbox Series X. Numa entrevista dada à MCVUK, Booty afirma que “À medida que nosso conteúdo for lançado no próximo ano, dois anos, todos os nossos jogos, como no PC, serão jogáveis nessa família de dispositivos. Queremos garantir que se alguém investir na Xbox entre agora e a Series X, sintam que fizeram um bom investimento e que estamos empenhados com eles com conteúdo.”

Portanto, 1 a 2 anos (até 2021) dará mais que tempo suficiente para a comunidade se adaptar à nova geração, em vez do salto quase obrigatório que foi sendo feito na indústria dos videojogos e consolas quando os novos jogos não saíam sequer para as consolas mais antigas. É uma decisão interessante e que deverá agradar a maioria do público. Quanto à Xbox Series X em si, obviamente que não ficará esquecida de todo.

“A nossa abordagem é escolher um ou dois IPs onde nos iremos focar e garantir que estão lá no lançamento da consola, tirando vantagem de todas as características. E para nós vai ser Halo Infinite, o que é uma grande oportunidade. É a primeira vez em mais de 15 anos que teremos um título Halo a lançar em conjunto com a nova consola. E que a equipa vai definitivamente fazer coisas para tirar vantagem da Series X.” continua Matt Booty.

Num outro tema da entrevista, quanto à aquisição de novos estúdios, Booty afirma que não faz sentido focarem-se nisso, não descartando a hipótese de todo, justificando que “(…) chegamos a um ponto onde passámos pela fase de adicionar estúdios. (…) podíamos continuar a comprar mais e mais estúdios e talvez depois acordar um dia e perceber, tipo, ‘esperem um pouco, precisamos de nos focar em fazer jogos.'” A preocupação por um equilíbrio entre todos os estúdios que foram comprados/criados é a prioridade de momento, para garantir que, com a sua liberdade criativa, possam focar-se em criar jogos.

Isto e a continuação do serviço Xbox Game Pass na próxima geração, parece confirmar que a Microsoft quer garantir que a transição seja feita da forma mais suave possível. Cada um joga onde quiser, como quiser e quando quiser. A Xbox é muito mais que uma caixa.

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